sábado, 24 de outubro de 2015

Enawenê-Nawê 3/7: Futebol de Cabeça


Enawenê-Nawê

Entenda o Futebol dos Índios da Tribo Enawenê-Nawê


Os Enawenê criaram um jogo, que é exclusividade deles. O pátio da aldeia é dividido ao meio.
Uma bola de látex, extraída da floresta. Feita aqui na aldeia. Mas não é futebol, é um esporte completamente diferente.
Eles jogam com a cabeça. E os Enawenês têm muita agilidade para jogar este esporte. Vamos começar?
Quase não dá para entender direito como o jogo funciona. Eles fazem um esforço tremendo para cabecear. É o Hairata.
Tem regras como no futebol. E eles não podem bater nem com o ombro nem com a mão. É só com a cabeça.





“Se bater no ombro ou na mão não vale? Perdeu? ”, pergunta o repórter.
“Perdeu”, responde o índio.
“E não é arriscado bater com a cabeça no chão? ”, questiona o repórter.
“Não pega no chão, só na cabeça”, explica o índio.
Quando a bola sai da área central da aldeia. É motivo de comemoração. É o gol deles. O jogo pode durar várias horas.
Eles se jogam quase com o rosto no chão, e o placar é assinalado por flechas. Quem faz um ponto, vem e retira uma flecha. No final, quem tiver mais flechas ganha o jogo. 




Três pontos seguidos valem mais. E eles apostam arcos, flechas, colares. Uma verdadeira disputa, sem juiz e sem um número definido de jogadores em cada lado do campo.
Esta é a equipe vencedora. E eles estão comemorando. Mas, o capitão do time fica com a barriga toda suja, a barriga que ele jogou no chão.
Eles nos contam que o jogo tem também um significado. É preciso ser forte e corajoso. Mas na hora de falar, o entusiasmo é de verdadeiros esportistas.
“Difícil para jogar, se você é fraquinho, perdeu. Perdeu arco e flecha, panela de barro. Colar, você chora mesmo. Perdeu mesmo”, diz o capitão do time.
O Hairata é apenas uma atividade esportiva. Mas o Globo Repórter está lá para acompanhar o maior de todos os festivais.


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