terça-feira, 5 de abril de 2016

NT Carib


O Novo Testamento na Língua Carïb

Asery Tamusi Karetary

Use barra de rolagem para ler ou clique canto superior direito


Galibi do Oiapoque. Foto - Vincent Carelli, 1982


Recursos na Língua Carïb:
Baixar o módulo de telefone celular para MySword (Android)


O Filme Jesus - Carïb Oriental (Leste)


O Filme Jesus - Carïb Ocidental (Oeste)


Histórias bíblicas curtas em áudio na Língua Carïb/Kalina
Duração do Programa: 28:45min.

1. Criação 1 - 3:11min.

2. Criação 2 - 3:37min.

3. O homem rico e Lázaro - 3:32min.

4. A Crucificação - 2:45min.

5. A Crucificação - 1:17min.

6. A Ressurreição - 2:49min.

7. A Ressurreição - 1:05min.

8. O Gadareno - 3:31min.

9. Pescadores de Homens - 3:18min.

10. O rico tolo - 2:48min.

11. O rico tolo - 0:46min.

Downloads


Galibi Marworno. Foto - Vincent Carelli, 1982


Galibi Marworno
Outros nomes: Galibi do Uaçá, Aruá
Onde estão? Quantos são? Amapá: 2.377 (Siasi/Sesai, 2001)
Família linguística: Creoulo

Nome
Galibi-Marworno é uma autodesignação bastante recente, que se cristalizou principalmente na última década. Ela veio substituir em alguns contextos o termo "Galibi do Uaçá" ou, simplesmente, "do Uaçá", "Uaçauara" ou "mun Uaçá" ("gente do Uaçá", em patois). Os que assim se autodenominam constituem um povo oriundo de populações etnicamente diversas: Aruã, Maraon, Karipuna (falantes da língua geral derivada da tupi), "Galibi" (falantes da língua geral derivada da Galibi) e até não-índios.
O primeiro termo componente da autodenominação, Galibi, decorre da aplicação desse nome, por parte da Comissão de Inspeção de Fronteiras e do Serviço de Proteção aos Índios, a toda a população do rio Uaçá. Entretanto, os Galibi-Marworno não se identificam e nem reconhecem parentesco com a população Galibi da costa da Guiana (que atualmente se designa Kaliña) e que tem um pequeno número de famílias habitando as vizinhanças do rio Uaçá: um grupo que migrou da Guiana Francesa na década de 1950 e se fixou na margem brasileira do curso inferior rio Oiapoque.


Galibi Marworno. Índia Galibi usando o turbante tradicional das mulheres creoulas da Guiana e das Antilhas francesas. 
Foto - Major Thomaz Reis, 1936


Por sua vez, o segundo termo componente da autodenominação, Marworno, está relacionado à atuação de agências de assistência e reflete um movimento mais recente das últimas três décadas. Fazendo referência a uma das etnias ascendentes da atual população, os termos Maruane ou Maraunu começaram a ser utilizados pelos vizinhos Palikur e Karipuna na tentativa de marcar alteridade em relação às famílias Galibi-Kaliña.
No movimento das assembleias políticas e da criação da Associação dos Povos Indígenas do Oiapoque (APIO), essa diferenciação ficou mais cristalizada no termo composto Galibi-Marworno. É, ainda, uma autodesignação utilizada em contextos específicos, quando a intenção é demarcar fronteiras étnicas em situações onde definições de identidade tão categóricas fazem sentido: nas listas populacionais da Funai, nas assembleias políticas, nas eleições políticas regionais etc., porém, em contextos mais localizados e cotidianos, onde as fronteiras identitárias não são tão precisas, os termos "do Uaçá" ou "Uaçauara" continuam sendo usados.


Galibi Marworno. Voltando da roça. Foto - Vincent Carelli, 1982


Língua
Atualmente a população Galibi-Marworno tem como língua materna uma variação do crioulo falado na Guiana Francesa. Esse idioma é utilizado como língua franca dos povos indígenas do Baixo Oiapoque, que reconhecem diferenças fonéticas entre aquele falado pelos Karipuna e o falado pelos Galibi-Marworno. Esse crioulo "indígena" distingue-se do crioulo "negro" da Guiana Francesa em aspectos fonéticos e lexicais que ainda não foram suficientemente estudados. O crioulo passou a prevalecer entre os Galibi-Marworno em detrimento de várias línguas faladas pelos seus antepassados. Nimuendajú, que esteve no Rio Uaçá em 1925, ali registrou mais de cem palavras na língua Galibi, uma dúzia na língua Aruã e apenas dois vocábulos em Maraon.
O crioulo francês se manteve com língua materna apesar dos esforços do SPI em coibir sua utilização, por aproximar essa população dos hábitos franceses, fato desfavorável ao Estado numa área de fronteiras que foi definitivamente anexada ao território brasileiro somente em 1900. A escola implantada no Uaçá em 1934 proibia a utilização do crioulo pelos alunos, fato que era punido com o uso da palmatória.
O estudo dessa variação do crioulo francês começou a ser realizado a década de 80, entre os Karipuna e Galibi-Marworno, por Francisca Picanço Montejo, linguista do CIMI, que contou com a assessoria dos linguistas Ruth Montserrat (UFRJ) e Márcio Silva (então na UNICAMP). Foi produzida uma grafia do crioulo Karipuna e Galibi-Marworno e sistematizada sua gramática. De acordo com essa grafia, o idioma é designado por "kheuol". A língua vem sendo estudada por outros pesquisadores entre os Karipuna.


Galibi Marworno. O caxiri é acondicionado nos potes, para fermentação. 
Foto - Frederico de Oliveira, 1978


Localização
A maior parte da população Galibi-Marworno vive na TI Uaçá, no norte do Estado do Amapá. O rio Uaçá, a grande referência espacial desse povo, desemboca no mesmo estuário do rio Oiapoque, que marca a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Algumas famílias Galibi-Marworno residem na TI Juminã, junto ao igarapé Juminã, que deságua no Rio Oiapoque. A TI Juminã localiza-se entre as áreas indígenas Uaçá e Galibi, tendo também como limites setentrionais os rios Uaçá e Oiapoque.

Histórico do contato
A história da população Galibi-Marworno refere-se às trajetórias de populações distintas, migrantes de antigas missões, fugitivas de aprisionamentos, que criaram redes locais de sociabilidade concomitantemente ou a partir de experiências anteriores em redes mais amplas de contato interétnico.
No início da colonização, a região poderia ser definida como "aberta" a todas as vicissitudes da história. Por exemplo, os Maraon são mencionados em relatos do século XVI como habitantes da região do Uaçá. Os Aruã migram para a região das Guianas, no século XVII, fugindo das correrias portuguesas da região do baixo Amazonas e chegam a ser escravizados pelos franceses. Na primeira metade século XVIII, os Maraon e os Aruã são reunidos nas missões jesuíticas do litoral da Guiana Francesa, juntamente com Galibi. Com a expulsão dos jesuítas da Guiana entre 1765-68, uma ofensiva portuguesa invade os antigos territórios de missões, aldeias e estabelecimentos de colonos, aprisionam a população indígena e a deportam para o Amazonas. Os Aruã deportados retornam no século seguinte e se instalam no alto Uaçá. Mitos do Galibi-Marworno atuais mencionam a passagem de caçadores de escravos e seus relatos lembram da passagem de regatões.


Galibi Marworno. O velho Barrá. Foto - Vincent Carelli, 1982


Após a visita do Marechal Rondon à área, na década de 1920, o Estado brasileiro decide consolidar a sua fronteira com a Guiana Francesa e colocar sob seu controle as populações indígenas do Uaçá. Data daquela época a "união" (nas palavras de um Galibi-Marworno) dos povos do Uaçá sob uma mesma administração, um aparelho estatal e militar muito presente e atuante, especialmente no lugar chamado Encruzo, criado especialmente para o controle dos índios da região. Por outro lado, ainda que por razões estratégicas de Estado, o SPI "reúne" os índios sob seu controle, reforçando a identidade indígena dos povos da região, pela sua presença e atuação. O SPI, que aí atuou de 1945 a 1967, retira da área intrusos e "estranhos", como comerciantes, crioulos, franceses e ingleses que haviam se instalado às margens dos rios para a exploração de recursos naturais, como ouro e madeira de lei, abundantes na região. Segundo um informante, estes estranhos entravam com a conivência de alguns caciques. Os índios trabalhavam para eles, mas sem nenhum benefício.
Data da época do SPI a introdução de normas específicas para os índios, como a proibição de bebidas alcóolicas e uma regulamentação para os casamentos de índios com não-índios. São introduzidos novos conceitos relacionados ao trabalho e ao comércio, controlados pelo órgão indigenista. Entre os Galibi-Marworno e os Karipuna, a Escola — instituição de maior destaque e alcance — foi a responsável pelo agrupamento populacional em aldeias maiores, pelo uso da língua portuguesa, pelo respeito aos emblemas nacionais, como o Hino Nacional e o hasteamento da bandeira. Essa instituição serve de justificativa para a aglutinação de quase todas as famílias Galibi-Marworno na aldeia de Kumarumã. Data daquela época, ainda, a implantação da fazenda militar, no Suraimon, alto Uaçá, destinada à criação de búfalos em benefício dos militares de Clevelândia do Norte.


Galibi Marworno. Expedição dos Galibi às cidades de Saing Georges e Oiapoque para venda de farinha, peixe seco e, principalmente, canoas. 
Foto - Vincent Carelli, 1982


Entre o final da década de 1960 até o fim dos anos 1980, a FUNAI e o CIMI passam a atuar na região do Uaçá, quando, de alguma forma, se reverte o quadro anterior. Passam a ter prioridade a demarcação de terras, a realização de assembleias políticas regionais e o projeto de educação diferenciada, promovendo-se a consciência de uma nova autovalorização entre os índios do Uaçá. Destacam-se a ênfase dada à cultura e aos direitos indígenas, além do incentivo dado à língua kheuol, estimulando os índios a considerá-la, assumidamente, como língua materna. Durante cinco anos, de 1990 a 1995, o CIMI promoveu um curso pedagógico para a formação de professores indígenas. A FUNAI desativou a fazenda de búfalos, implantada pelos militares no Uaçá, e o Encruzo foi também, em parte, desativado, continuando apenas como posto indígena e local de castigo e exílio temporário para infratores, submetidos a trabalho forçado. Cabe dizer que este costume do castigo é antigo na região e antecede o SPI. Os Galibi-Marworno se lembram de caciques poderosos e temidos que o executavam. O SPI, entretanto, conferiu a esta instituição a legitimidade do Estado. Esta função penal do Encruzo foi extinta pela Assembleia dos Povos do Uaçá em janeiro de 1996.


Galibi do Oiapoque. Foto cedida por Geraldo Lod. 
Arquivo do ISA, 1958


Galibi do Oiapoque
Outros nomes: Galibi, Kalinã
Onde estão? Quantos são?  Amapá: 82 (Siasi/Sesai, 2012); Guiana Francesa: 3.000 (OkaMag, 2002); Suriname: 3.000 (OkaMag, 2002); Venezuela: 11.150 (OkaMag, 2002)
Família linguística: Carïb

Introdução
Mesmo sendo provenientes de Maná, na Guiana Francesa, os índios Galibi se consideram brasileiros. É a nacionalidade que abraçaram e dizem nunca querer sair das terras que ocupam no Oiapoque. Nos anos 1950 e 1960, em várias ocasiões, as autoridades francesas trataram de convencê-los a voltar para a Guiana, mas eles nunca aceitaram a proposta. A história da migração deste grupo para o Brasil, após desentendimentos com parentes afins na aldeia de origem, é uma saga bastante peculiar. Bem recebidos, na sua chegada, pelas autoridades brasileiras, sempre gozaram do apoio dos funcionários do SPI, como Eurico Fernandes, primeiro inspetor deste órgão na região e Expedito Arnaud, um antropólogo, e também da amizade dos militares estabelecidos em Clevelândia do Norte. Por essas razões, suas terras foram rapidamente homologadas.


Galibi do Oiapoque. Preparação das galettes de mandioca. 
Foto - Lux Vidal, 2000


Nome
Atualmente, Galibi é a autodenominação do grupo que vive no rio Oiapoque e dos índios do mesmo povo que vivem na Guiana Francesa, especialmente nos rios Maroni e Mana. Na Guiana Francesa, eles se definem como Kaliña, sendo Galibi uma designação genérica utilizada pelos europeus para se referir aos povos de fala caribe do litoral das Guianas.

Língua
Os Galibi mantêm parcialmente a sua língua original da qual se orgulham. Muitas crianças, entretanto, filhos de pais Galibi e não-Galibi e que na escola apenas estudam o português, não falam mais a língua, mesmo quando a entendem. Muitos falam também o patuá, língua crioula utilizada no contato com as outras etnias da região. Falam o português e usam esta língua na aldeia e para os contatos externos. Conhecem o francês ao menos os mais velhos que foram alfabetizados e educados nesta língua. Entendem um pouco de patuá holandês.
Nos dias de hoje, a língua indígena vem sendo revalorizada. Comparados aos Karipuna e Galibi-Marworno, eles se consideram índios verdadeiros, assim como os Palikur, por falarem uma língua indígena. Questionam o fato de o patuá ser considerado uma língua "nativa" pelos índios do Uaçá, lembrando que, na escola de freiras de Saint Joseph de Cluny, na Guiana Francesa, quem falava patuá recebia um castigo. Lá, apenas as línguas indígenas e o francês eram permitidas.


Galibi do Oiapoque. Bispo de Macapá na festa dos 50 anos do grupo Galibi no Brasil. Foto - Lux Vidal, 2000


Localização
A única aldeia dos Galibi do Oiapoque, São José dos Galibi, permanece onde foi instalada em 1950, quando o grupo chegou à área. Localiza-se na margem direita do rio Oiapoque, logo abaixo da cidade de Saint Georges, entre os igarapés Morcego e Taparabu. De voadeira, a viagem entre Oiapoque e a aldeia é de mais ou menos 30 minutos. A aldeia localiza-se em um trecho de terra firme cercado de roças familiares e mata. Ocupa uma área de aproximadamente 250 por 400 metros, muito arborizada e bem cuidada, onde se encontram as casas, pomares e as instalações do Posto da Funai, enfermaria e escola.


Galibi do Oiapoque. Dona Carolina Lod fiando algodão para confecção de redes. Foto - Lux Vidal, 2000



Migração para o Oiapoque
Os Galibi do Oiapoque provêm das aldeias do rio Mana, na Guiana Francesa, Couachi e Grand Village. Seu chefe, o Sr. Geraldo Lod, nasceu na Pointe Isère. Em 1948, o Sr. Lod e um primo seu conseguiram chegar a Belém, onde o administrador do SPI (Serviço de Proteção aos Índios), o Sr. Eurico Fernandes, entregou-lhes a autorização e os documentos legais para que migrassem para o Brasil com a sua parentela.
A justificativa para migrar não foi a guerra, nem a fome, nem a pressão dos brancos, mas sim um grave e oculto desentendimento entre parentes afins. Ao chegarem ao Brasil, em três canoas a vela, o grupo se compunha de 38 pessoas. Posteriormente, algumas famílias voltaram a Mana. 


Galibi do Oiapoque. Geraldo Lod. Foto - Vincent Carelli, 1982


Hoje, com a saída sistemática dos mais jovens, a tendência é de um decréscimo populacional a não ser que indivíduos ou famílias não-Galibi venham a se instalar na aldeia. Após o falecimento dos mais velhos, o grupo manteve poucos contatos com os Galibi da Guiana Francesa. Entretanto, gostam de receber notícias de lá, especialmente de parentes e amigos, muitas vezes transmitidas por um programa de rádio em Caiena.
A aldeia São José dos Galibi é também a sede do Posto Indígena Galibi. Geraldo Lod mantém uma atitude de autonomia, mas de bom relacionamento com a Funai. Ele escolhe e avalia os funcionários da aldeia que hoje são apenas o chefe de posto e o professor, casado com uma índia Galibi. O Sr. Lod, seus filhos e outros habitantes da aldeia participam regularmente de todas as Assembleias dos Povos Indígenas do Uaçá e de movimentos coletivos reivindicatórios, enquanto representantes de sua etnia e membros plenos de um conjunto de povos que compartilham o mesmo território, os mesmos problemas e anseios. É nessas ocasiões que cada povo se posiciona.


Galibi do Oiapoque. Sr. Geraldo Lod fiando um cesto. 
Foto - Lux Vidal, 2000


Procura-se um consenso e estabelece-se um programa político, econômico e social que venha a beneficiar a todos. Participam também, com os Karipuna, Galibi-Marworno e Palikur, de movimentos políticos e reivindicatórios importantes para eles.
Se todos, na aldeia têm um bom grau de instrução, o Sr. Lod se destaca pela capacidade e curiosidade intelectual e o rigor do raciocínio. Seus conhecimentos da fauna e flora da região das Guianas são surpreendentes. Estudou até o Certificat d'Études, o que corresponde ao nosso primeiro grau completo e foi durante dez anos enfermeiro formado no hospital penitenciário de Saint Laurent, atuando em aldeias indígenas de Mana.


Galibi do Oiapoque. Gravura de Juls Nicolas Crevaux. Voyage dans l'Amerique de Sud, 1883


Seu filho mais jovem foi presidente da APIO (Associação dos Povos Indígenas do Oiapoque). Os dois filhos mais velhos são militares, com uma carreira bem-sucedida na marinha e na aeronáutica. As quatro filhas viveram durante vários anos com famílias de oficiais de Clevelândia, se deslocando com elas para Belém, Brasília e São Paulo, estudando e trabalhando, antes de voltar ao Oiapoque. Hoje, vivem em Oiapoque, onde trabalham como funcionárias do estado, e passam fins-de-semana e férias na aldeia.
Atualmente, diferente das épocas passadas, os Galibi mantêm pouco contato com os militares de Clevelândia ou com as pessoas de Saint Georges ou Tampac.


Carïb: uma Língua da Venezuela
ISO 639-3 car
Nomes alternativos: Carïbe, Carina, Galibi, Kalihna, Kalinya, Karina, Kari'ña, Auran Kari'na
População: 4.450 na Venezuela (censo de 2001). População étnica: 11.200 (Crevels 2007). Total de usuários em todos os países: 7.358.
Localização: Anzoategui, Bolívia e Monagas: área na foz do rio Orinoco; Fronteira da Guiana; alguns no estado do Delta Amacuro.
Estado: 6b (Ameaçado).
Classificação: Carïban
Dialetos: Tabajari, Murato (Myrato, Carïb Ocidental). Dialeto oriental, principalmente no Suriname Oriental e na Guiana Francesa e Brasil; dialeto ocidental em áreas centrais e ocidentais do Suriname e na Guiana e Venezuela.
Tipologia: SOV
Uso da linguagem: Muitos no grupo étnico falam Carïb, mas falta transmissão intergeracional (Crevels 2007). Todas as idades.
Desenvolvimento da linguagem: Dicionário. Gramática. NT: 2003.
Recursos de linguagem: Recursos OLAC em e sobre Carïb
Escrevendo: Alfabeto latino [Latn].
Também Falado no: Brasil, Guiana, Guiana Francesa e Suriname


Venezuela


Nome do idioma: Galibi
População: 28 no Brasil (Moore 2006). População étnica: 1.800 (2000 ISA).
Localização: Amapá: Terra Indígena Galibi, aldeia São José dos Galibi, na margem direita do rio Oiapoque, ao sul de Saint Georges, entre os córregos Morcego e Taparabu.
Nomes alternativos: Carïb, Carïbe, Carina, Kalihna, Kalinya, Kari'ña, Kari'na Auran, Maraworno, Marworno
Dialetos: Tyrewuju (Carïb Oriental).
Estado: 8a (Moribundo).
Uso da linguagem: Somente idosos.
Outros comentários: Não-indígena. Português-Carïb pessoas crioulas (Galibi do Uaçá) também falam Karipuna, francês, crioulo [KMV].


T.I. Juminã – Galibi Marworno - AP



T.I. Uaçá I e II - Galibi Marworno – AP


T.I. Galibi – Galibi do Oiapoque – AP



Nome da língua: Carïb
População: 480 na Guiana (1991). População étnica: 3.000 (2000 J. Forte).O grupo étnico representa 6% dos ameríndios na Guiana.
Localização: Regiões de Barima-Waini e Pomeroon-Supenaam: Noroeste, cabeças de rios costeiros e florestas costeiras de terras baixas.
Nomes alternativos: Carïbe, Carina, Galibi, Kalihna, Kalinya, Karina, Kari'ña, Kari'na Auran, Kari'nja, Kari'nya
Dialetos: Murato (Myrato, Carïb Ocidental), Aretyry.
Estado: 6b (Ameaçado).


Guiana


Nome da língua: Carïb
População: 1200 na Guiana Francesa. Não monolíngues. População étnica: 2.000 (Crevels 2007).
Localização: distritos de Caiena e Saint-Laurent-du-Maroni: costa noroeste, ao longo de mais baixos rios Mana e Maroni leste de foz do rio Maroni, áreas Iracoubo e Organabo entre Kourou e Mana.
Nomes alternativos: Carïbe, Carina, Galibi, Kalihna, Kalin'a, Kalinya, Kari'ña, Auran Kari'na
Dialetos: Tyrewuju (Eastern Carïb).
Estado: 6b (Ameaçado).
Uso da linguagem: Casa, amigos, educação. Todas as idades, mas mais idosos. Atitudes neutras. Também usam o Francês [fra], Guiana Francesa, crioulo [GCR], Sranan [srn].
Desenvolvimento da linguagem: É ensinado em algumas escolas experimentalmente.
Outros comentários: Não-indígena.


Guiana Francesa e Suriname


Nome da língua: Carïb
População: 1.200 no Suriname (Carlin 2001). População étnica: 3.000.
Localização: Coronie: Comuna Welgelegen; Marowijne: Comunas Albina e Galibi; distrito Pará: Comuna Bigi Poika; Saramacca: Comuna Calcutta; Sipaliwini: Comuna Boven Coppename.
Nomes alternativos: Carïbe, Carina, Galibi, Kalihna, Kali'na, Kalinya, Kara'ibs, Kari'na, Kari'ña, Karina, Kari'na Auran, Kari'nja, Kari'nya, Maraworno
Dialetos: Murato (Myrato, Carïb Ocidental), Tyrewuju (Carïb Oriental), Aretyry.
Estado: 6b (Ameaçado).
Uso da linguagem: Casa, amigos; uso misto: Religião. Todas as idades, mas falado cada vez menos pelas crianças (Crevels 2007). Atitudes neutras. Também usam Holandês [nld], Sranan [srn].
Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização na L2: 25% -50%.
Outros comentários: Não-indígena. Autodenominação étnica: Kari'na. Glossonym: Kara'ibs em holandês, Galibi em francês, Carïbe em espanhol, Carïb em Inglês.



Galibi do Oiapoque. Fotos- Arquivo do ISA, 1956



Recursos dos Arquivos Abertos de Línguas - OLAC
ISO 639-3: car
O catálogo combinado de todos os participantes OLAC contém os seguintes recursos que são relevantes para esta linguagem:
Outros nomes conhecidos e nomes dialectais: Aretyry, Carïb, Carïbe, Carina, Carïb Oriental, Galibi, Kali'na, Kalihna, Kalin'a, Kalinya, Kari'nja, Karina, Maraworno, Marworno, Murato, Myrato, Tabajari, Tyrewuju, Carïb Ocidental

1. Online.  Chant kali'na. Renault-Lescure, Odile (researcher); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (transcriber); Renault-Lescure, Odile (translator); Appolinaire, Jean (transcriber); Appolinaire, Jean (translator). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_CHANT1
2. Online. Chant kali'na. Appolinaire, Jean (speaker); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (researcher); Appolinaire, Jean (recorder). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_CHANT1_SOUND
3. Online. Chant kali'na. Renault-Lescure, Odile (researcher); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (transcriber); Renault-Lescure, Odile (translator); Appolinaire, Jean (transcriber); Appolinaire, Jean (translator). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_CHANT2
4. Online. Chant kali'na. Appolinaire, Jean (speaker); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (researcher); Appolinaire, Jean (recorder). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_CHANT2_SOUND
5. Online. Un "conte de la tortue". Renault-Lescure, Odile (researcher); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (transcriber); Renault-Lescure, Odile (translator); Gipet, Jeanne (transcriber); Gipet, Jeanne (translator). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_TORTUE
6. Online. Un "conte de la tortue". Albert William (speaker); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (researcher); Renault-Lescure, Odile (recorder). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_TORTUE_SOUND
7. Online. Un voyage chez les Blancs. Renault-Lescure, Odile (researcher); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (transcriber); Renault-Lescure, Odile (translator); Appolinaire, Jean (transcriber); Appolinaire, Jean (translator). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_VOYAGE
8. Online. Un voyage chez les Blancs.Appolinaire, Jean (speaker); Renault-Lescure, Odile (depositor); Renault-Lescure, Odile (researcher); Appolinaire, Jean (recorder). 2015. Structure et Dynamique des Langues. oai:crdo.vjf.cnrs.fr:crdo-CAR_VOYAGE_SOUND
9. Online. According to our ancestors: Folk texts from Guatemala and Honduras. Shaw, Mary. 1971. Norman: Summer Institute of Linguistics of the University of Oklahoma. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_vertxt-1



Galibi do Oiapoque. Fotos -Arquivo do ISA, 1956 



1. Online. Crúbadán language data for Carïb. Kevin Scannell. 2015. ThCrúbadán Project. oai:crubadan.org:car
2. Online. Carïb Swadesh List. n.a. n.d. The Rosetta Project: A Long Now Foundation Library of Human Language. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_swadesh-1
3. Online. Languages of the West Indies.Taylor, Douglas. 1977. Baltimore: John Hopkins University Press. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_vocab-1
4. Online. Kalihna—Nederlands woordenboek. Aloema, Nardo (compiler); Pierre, Marie Jeanne (compiler); Ziel, Cornelis N. van der (compiler). 1987. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13459
5. Online. Karaïbs - Nederlands woordenboek.Courtz, Henk (compiler). 1997. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13463
6. Karaïbs natuurwoordenboek. Courtz, Henk. 1998. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13464
7. A Carïb grammar and dictionary. Courtz, Hendrik. 2008. Magoria Books. oai:sil.org:9414



Galibi do Oiapoque. Fotos - Arquivo do ISA, 1956



1. Online. AfBo: A world-wide survey of affix borrowing Resources for Carïb. n.a. 2013. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:afbo.info:79
2. [Review] The Carïb language by B. J. Hoff.Huttar, George L. (George Lee). 1970. Baltimore : Waverly. oai:gial.edu:26896
3. Online. Glottolog 2.7 Resources for Galibi Carïb. n.a. 2016. Max Planck Institute for the Science of Human History. oai:glottolog.org:gali1262
4. Online. PHOIBLE Online.   phonemic inventories for Galibi Carïb. n.a. 2014. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:phoible.org:car
5. Online. According to our ancestors: Folk texts from Guatemala and Honduras. Shaw, Mary. 1971. Norman: Summer Institute of Linguistics of the University of Oklahoma. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_ortho-1
6. Online. Languages of the Guianas. Grimes, Joseph E. 1972. Norman: Summer Institute of Linguistics of the University of Oklahoma. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_ortho-2
7. Online. Karaibs - Nederlands woordenboek. Courtz, Henk. 1997. Instituut voor Taalwetenschap. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_ortho-3
8. Online. Kalihna - Nederlands woordenboek.Aloema, Nardo; Pierre, M.J.; van der Ziel, C.N. n.d. Instituut voor Taalwetenschap. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_ortho-4
9. Online. Languages of the Guianas. Grimes, Joseph E. 1972. Norman: Summer Institute of Linguistics of the University of Oklahoma. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_phon-1
10. Review of: The Carïb language, by Berend J. Hoff.Huttar, George L. 1970. International Journal of American Linguistics. oai:sil.org:2208
11. A Carïb grammar and dictionary. Courtz, Hendrik. 2008. Magoria Books. oai:sil.org:9414
12. Online. WALS Online. Resources for Carïb. n.a. 2008. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:wals.info:car
13. Online. WOLD Resources for Kali'na. n.a. 2013. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:wold.clld.org:38
14. Online. WOLD Resources for Carïb. n.a. 2013. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:wold.clld.org:79
15. Online. LAPSyD Online.   page for Kalihna.Maddieson, Ian. 2009. www.lapsyd.ddl.ish-lyon.cnrs.fr. oai:www.lapsyd.ddl.ish-lyon.cnrs.fr:src196



Galibi do Oiapoque. Sr. Lod e dona Caroline debaixo de um jambeiro em flor. Foto - Lux Vidal, 2000



1. Online. The Carïb Language: Phonology, Morphology, Texts and Word Index.Hoff, B. J. 1968. M. Nijhoff. oai:refdb.wals.info:355
2. Online. Carïb phonology. Peasgood, E. T. 1972. Languages of the Guianas. oai:refdb.wals.info:650
3. Online. Carïb. Derbyshire, Desmond. 1999. The Amazonian Languages. oai:refdb.wals.info:1478
4. Online. The relative order of the Carïb finite verb and its nominal dependents. Hoff, B. J. 1978. Studies on Fronting. oai:refdb.wals.info:2421
5. Online. Semantic and pragmatic inverse: Inverse alignment and inverse voice in Carïb of Surinam. Gildea, Spike. 1994. Voice and Inversion. oai:refdb.wals.info:3611
6. Online. Comparative Carïban morphosyntax: on the genesis of ergativity in independent clauses. Gildea, Spike. 1992. WALS Online.   RefDB. oai:refdb.wals.info:4168
7. Online. Evidentiality in Carïb: Particles, Affixes, and a Variant of Wackernagel's Law. Hoff, B. J. 1986. WALS Online.   RefDB. oai:refdb.wals.info:4640
8. Online. Kariña (Kari'ña). Mosonyi, Esteban Emilio; Mosonyi, Jorge Carlos; Tamanaico, Pedro J. Medina. 2000. Manual de lenguas indígenas de Venezuela 2. oai:refdb.wals.info:5075
9. Online. Beiträge zur Ethnographie und Sprachenkunde Brasiliens. Martius, Karl Friedrich Philipp von. 1863. Druck von Junge & Sohn. oai:refdb.wals.info:5456
10. Alfabeto de las lenguas mayances. Instituto Indigenista Nacional (Guatemala). 1977. Guatemala : Editorial Universitaria, Universidad de San Carlos de Guatemala. oai:gial.edu:330
11. Comparação de afixos de posse em línguas Karíb. Paula, Ruth W. de Garcia (Wallace de Garcia). 1983. Rio de Janeiro: Fundacio Nacional do Indio. oai:gial.edu:10509
12. Black Carïbs' interlanguage in Belize. Escure, Genevieve. 1982. S.l.: s.n. oai:gial.edu:20719
13. The Carïb Language : phonology, morphonology, morphology, texts and word index.Hoff, B. J. 1968. Verhandelingen van het Koninklijk Instituut voor Taal-, Land- en Volkenkunde ; 55. oai:gial.edu:28244
14. Notas verbais da lingua tiriyo (Carïb). Paula, Ruth Wallace de G. (Ruth Wallace de Garcia). 1980. Rio de Janeiro, Brazil: Fundacion Nacional do Indio. oai:gial.edu:28488
15. Surrey Person Syncretism Database.Baerman, Matthew. 2002. University of Surrey. oai:surrey.smg.surrey.ac.uk:personsyncretism
16. Online. Comparative perspectives on the origins, development and structure of Amazonian (Karipúna) French Creole. Ferreira, Jo-Anne S.; Alleyne, Mervyn C. 2007. John Benjamins. oai:sil.org:1704
17. Online. A select bibliography of Guiana Carïb languages. Derbyshire, Desmond C.; Pullum, Geoffrey K. 1979. International Journal of American Linguistics. oai:sil.org:1712
18. Review of: Carïb-speaking Indians: Culture, society and language, Ellen B.  Basso, editor. Derbyshire, Desmond C. 1979. Linguistics. oai:sil.org:620
19. The non-modal particles of the Carïb language of Surinam and their influence on constituent order. Hoff, Berend J. 1990. University of Texas Press. oai:sil.org:2021
20. Online. Wajamy toriry (Enkele schildpadverhalen). Maipo, André; Stjura, B. 1982. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13728
21. Online. Kariʼna torirykon. Majarawai, Robert; Maleko, Roland. 1997. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13630
22. Online. Karaïbs voor beginners. Maleko, Charles. 1999. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13731
23. Samaku undyʼpo wyino parana kupo. Koeliamo, R. 1993. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13734
24. Online. Onewara tuna yjary eneʼpo naʼna wa. Hariwanare, J. P.; Hariwanare-Tapoka, H.; Pane, L.; Pierre, Marie Jeanne. 1995. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13636
25. Online. Erowara amoekonymbo kariʼna mandon. Stjura, A. 1980. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13737
26. Online. Uwapo. Aloewanai, S. 1993. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13839
27. Online. A report on the creoles of Amapá.Anonby, Stan. 2007.  SIL Electronic Survey Reports 2007-020. oai:sil.org:9041
28. Online. Ynewara tuna yjary enepo naʼna wa (Hoe wij het binnenland zagen). Hariwanare, J. P. 1987. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13742
29. Online. Oty mengary jako momebae kopore. Karijodikromo, Sendy (illustrator); Pierre, Marie Jeanne (translator). 1989. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13844
30. Kytoenarykon. Peasgood-Shewchuk, Joyce. 1971. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13645
31. Online. Languages of the guianas. Grimes, Joseph E. (editor). 1972. SIL International Publications in Linguistics 35. oai:sil.org:8557
32. Online. Waiwaru, Wasai maro.Aloewanai, S. 1995. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13760
33. Online. Pyindo toriry. Maleko, Robert. 1981. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13664
34. Online. Kariʼna nekarityʼsan. Courtz, Henk; Maleko, Charles. 1999. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13771
35. Online. Ynewara wytopotypo utapo po, amykon noro auranano maro.Courtz, Magda. 1991. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13772
36. Online. kywejhtokon. Peasgood-Shewchuk, Mevrouw J.; Aluman, R-N. S. 1972. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:47777
37. Online. Carïb phonology. Peasgood, Edward T. 1972. SIL International Publications in Linguistics 35. oai:sil.org:8484
38. Online. Oty wa jeporypo Maurauni po (Wat me overkomen is in het district Marowijne).Pierre, Marie Jeanne. 1984. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13687
39. Online. Onewara matiry ekabotypo. Maipo, André. 1982. Instituut voor Taalwetenschap. oai:sil.org:13796
40. Preliminary bibliography of Northern Carïb.Derbyshire, Desmond C.; Pullum, Geoffrey K. n.d. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:59399
41. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566802
42. Online. Language Data. Alfons Stjoera (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566804
43. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566809
44. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566807
45. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566817
46. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566819
47. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566811
48. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566813
49. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566815
50. Online. Language Data. Robert Kiban (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl: MPI566827
51. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566838
52. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566836
53. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Alfons Stjoera (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566832
54. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566834
55. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566830
56. Online. Music and songs. Philip Cornelis (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566849
57. Online. Music and songs. Elisabeth (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566847
58. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566845
59. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566842
60. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Alfons Stjoera (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566840
61. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566857
62. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566859
63. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant); Philip Cornelis (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566851
64. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Philip Cornelis (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566853
65. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Philip Cornelis (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566855
66. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566868
67. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566862
68. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566866
69. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566864
70. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566870
71. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566876
72. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566872
73. Online. Music and songs. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566874
74. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566791
75. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566793
76. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566795
77. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566797
78. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant); Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566799
79. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Alfons Stjoera (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566782
80. Online. Language Data. Alfons Stjoera (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566780
81. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566785
82. Online. Language Data. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566789
83. Online. Language Data. Juliaan Mande (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566787
84. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566774
85. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566776
86. Online. Language Data. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI566778
87. Online. The adoptive child. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553086
88. Online. A dangerous journey. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553088
89. Online. The two mountains. Philip Cornelis (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553081
90. Online. Kurupi's haircut. dr. Berend Hoff; Betsy Manate (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553084
91. Online. Kurupi and the doves. dr. Berend Hoff; Betsy Manate (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553083
92. Online. Robert's visit to Paramaribo. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553098
93. Online. To the upper Coesoewini. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553096
94. Online. Sunggu. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553094
95. Online. Pottery. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553092
96. Online. Forest animals in the village.dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553090
97. Online. Eating snakes. Philip Cornelis (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553057
98. Online. The killing of Payawaru. Philip Cornelis (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553058
99. Online. The abducted girl. Theodor Banga (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553062
100. Online. The deputy chief. Theodor Banga (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553064
101. Online. Chicken father. Theodor Banga (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553063
102. Online. Peccary-girl. Theodor Banga (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553065
103. Online. The old woman. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553067
104. Online. A conversation. dr. Berend Hoff; Robert Kiban (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553060
105. Online. The lost girl. dr. Berend Hoff; Wilhelmina Kassels (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553069
106. Online. Lullaby, at Galibi. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553076
107. Online. A conversation, at Galibi. dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553074
108. Online. Pakirakiraimo. dr. Berend Hoff; Theodor Banga (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553079
109. Online. The narrow escape. Theodor Banga (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553078
110. Online. Tree-frog. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553072
111. Online. Tortoise. dr. Berend Hoff; Juliaan Mande (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553071
112. Online. The red polishing stones. Alfons Stjoera (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553048
113. Online. The petroglyphs at Bigiston. Alfons Stjoera (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553047
114. Online. The descent at Iracoubo. Philip Cornelis (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553056
115. Online. Kurupi as teacher. Juliaan Mande (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553053
116. Online. Oriole. Juliaan Mande (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553054
117. Online. De Goede Hoop. Juliaan Mande (consultant); dr. Berend Hoff. n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553052
118. Online. The murderer. dr. Berend Hoff; Elisabeth (consultant); Veronica (consultant). n.d. dr. Berend Hoff. oai:www.mpi.nl:MPI553050
119. Online. Carïb: a language of Venezuela. n.a. 2013. SIL International. oai:ethnologue.com:car
120. Online. Manual de Lenguas Indigenas de Venezuela: Karina (Kari'na).Tamanaico, Pedro J. 2000. Fundacion Bigott. oai:rosettaproject.org:rosettaproject_car_detail-1
121. Online. LINGUIST List Resources for Carïb, Galibi.Damir Cavar, Director of Linguist List (editor); Malgorzata E. Cavar, Director of Linguist List (editor). 2016-04-03. The LINGUIST List (www.linguistlist.org). oai:linguistlist.org:lang_car


Participe deste Projeto!
Ajude a Construir o Futuro que nós Queremos!