segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NT Wajãpi


O Novo Testamento
na
Língua Wajãpi do Amapari do Brasil

Janejare'e Ayvukwerà


Edição para a Web
© 2015, Wycliffe Bible Translators, Inc.



O FilmeJesus na Língua Wajãpi (Amapari)




O FilmeJesus na Língua Wajãpi (Oiapoque)



Recursos na Língua Wajãpi (Scripture Earth)
2.     Baixar o módulo de telefone celular para MySword (Android)
4.     Baixar o Novo Testamento para uso com o software de estudo bíblico “The Word”


 Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina



Recursos em áudio na Língua Wajãpi (Global Recordings Network)
Curtas histórias da Bíblia em áudio, mensagens evangelísticas que podem incluir músicas. Eles explicam a salvação e dão o ensinamento cristão básico.
Número do Programa: A07510
Nome de Língua: Wajapi
Duração do Programa: 21:02min.

Criação 3:43min.
3.     Ler o roteiro

Noé 3:40min.
3.     Ler o script

Sobre Jesus 3:17min.
3.     Ler o roteiro

A Crucificação 3:38min.

A Ressurreição 3:22min.
3.     Ler o roteiro

A Segunda Vinda 3:20min.
3.     Ler o roteiro

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Essas gravações são projetadas para evangelismo e ensino básico da Bíblia para trazer a mensagem do evangelho a pessoas que não são alfabetizadas ou são de culturas orais, particularmente grupos de pessoas não alcançadas.
Copyright © 1963 Global Recordings Network. Esta gravação pode ser copiada livremente para uso do ministério pessoal ou local, desde que não seja modificada e não seja vendida ou empacotada com outros produtos vendidos. 

 


Introdução

WajãpiWayãpiWaiãpiOiampi ou Guarampis são um povo indígena do norte da América do Sul cuja língua pertence à família linguística tupi-guarani.


Unesco - Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina


Aldeias
No Brasil, estão distribuídos em treze pequenas aldeias situadas em áreas protegidas do centro-oeste do estado do Amapá, na região delimitada pelos rios OiapoqueJari e Araguari - mais precisamente na Terra Indígena Waiãpi, junto aos limites do Pará com o Suriname e a Guiana Francesa, entre os municípios de MazagãoLaranjal do Jari e Pedra Branca do Amapari - e também em Macapá.



Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina


Há um outro grupo, isolado, no Alto Ipitinga. Uma outra família habita o Parque Indígena do Tumucumaque (que é parte do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque), no estado do Pará. Um outro grupo está localizada na Guiana Francesa. Os Waiãpi são os mesmos Guaiapi mencionados na região do baixo rio Xingu - sua área de origem desde o século XVII.  Os Waiãpi mantêm contato com não índios desde meados do século XVIII.



Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina


 Demografia
Nos últimos 25 anos, os Wajãpi têm tido um crescimento populacional constante, sendo que, depois de 1973, quando se deu o contato com a Funai, a taxa de natalidade aumentou significativamente. Na época do contato, havia, no Brasil, 151 indivíduos. Quinze anos depois, somavam 310 indivíduos. No início dos anos 1990, eram 498 indivíduos no Brasil (censo de 1994) e 412 na Guiana Francesa (censo de 1992), totalizando uma população de aproximadamente 910 pessoas. Em 2009, eram cerca de 956 pessoas, segundo a Funasa.



Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina


Os Wajãpi destacam-se pela beleza de suas festas: a festa do milho (no inverno), a festa do mel, as danças dos peixes e, principalmente, as festas coletivas que são feitas para agradar o herói civilizador Ianejar, que, segundo suas crenças, ameaça destruir a humanidade.
arte gráfica dos oiampis foi declarada obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco: os índios desenvolveram a arte kusiwa, "que sintetiza seu modo particular de conhecer e agir sobre o mundo". Eles a utilizam como adorno para o corpo e decoração de artefatos. O então ministro da Cultura, Gilberto Gil, entregou o certificado da Unesco de proteção do Patrimônio Imaterial da Humanidade aos Wajãpi em 2003.
Os Wajãpi desenvolveram uma linguagem única, que une a forma verbal à arte gráfica e à pintura, através da qual transmitem conhecimentos e significados culturais, estéticos e religiosos. Seus ornamentos, designados pelo termo Kusiwa, são aplicados com tinturas vegetais em cuja composição estão presentes sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas.



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A arte Kusiwa compreende um repertório de códigos que têm como motivos mais frequentes os animais - pássaros, peixes, borboletas, cobras, jacarés, jabutis, etc. Segundo a tradição oral dos Wajãpi, a origem das cores e dos padrões gráficos remonta aos tempos primevos, quando surgiram os ancestrais da humanidade. Antes disso, não havia cores nem formas distintas entre os habitantes do mundo: todos eram fisicamente iguais, sem diferenças nas suas linguagens. Mas tinham cantos e danças diferentes. Foi durante uma grande festa que coube ao demiurgo Janejar promover a separação entre homens e animais, destinando a cada um o seu espaço, organizando-se, assim, a vida em sociedade. Os futuros homens e animais exibiram seus cantos e suas danças.



Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina 




Uma parte desses primeiros seres, que dançavam à beira do primeiro rio, caíram na água e se transformaram em peixes. Desde então, passaram a servir de alimento para os humanos. No fundo das águas, entretanto, peixes e cobras aquáticas continuam vivendo e festejando. Somente os xamãs podem penetrar nesse domínio sem perigo. 
As expressões orais e gráficas dos Wajãpi foram registradas pelo Iphan como patrimônio cultural imaterial do Brasil e incluídas pela Unesco na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade.





Unesco - ©Conselho das Aldeias Wajãpi-Apina





Wajãpi: uma língua do Brasil
ISO 639-3 Oym
Nomes alternativos: Guaiapi, Guayapi, Oiampí, "Oiampipucu" (pej.), Oyampí, Oyampík, "Oyampipuku" (pej.), Oyanpík, Waiampi, Waiãpi, Wajapae, Wajapuku, Wayapae, Wayãpi
População: 530 no Brasil (2000 SIL). Inclui 520 falantes de Amapari, 10 de Oiapoque. Total de usuários em todos os países: 1.180.
Localização: Amapá e Pará: afluentes do rio Amapari superior. 8 aldeias.
Status da linguagem: 5 (Desenvolvimento).
Dialetos: Oiyapoque Wayampi, Amapari Wayampi, Jari. Monolinguistas. Incluem crianças com menos de 6 anos, mais de metade das mulheres, a maioria dos homens com mais de 45 anos, e todos os que recentemente foram do Brasil.
Uso da Língua: Todos ainda falam a sua língua materna, mas o conhecimento do português [por] está a crescer (Crevels 2007). Também use o português [por] (Crevels 2007).
Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização em L1: 10% -30%. Taxa de alfabetização em L2: abaixo de 5%. Dicionário. Gramática. NT: 2003.
Escrevendo: Script latino [Latn] .



Também falado na Guiana Francesa
Nome do idioma: Wayampi
População: 650 na Guiana Francesa (2000 SIL), aumentando. 120 Camopí e Masikilí no rio Oyapock médio, e 180 em 3 aldeias em Oyapock superior em torno de Trois-Sauts (Grenand 1980). População étnica: 1.200.
Localização: Distrito de Cayenne: rio superior de Oyapock em 2 estabelecimentos, um perto de Camopi, o outro no sul ao longo das cabeceiras do Oyapock.
Nomes alternativos: Oiampí, Oiumpian, Oyampí, Oyapí, Wajapi, Wayapi, Wayãpi
Dialetos: Oiyapoque, Wajapuku.
Status: 6a (vigoroso).
Uso da Língua: 20 no alto Rio Oyapock falam Wayana imperfeito. Todas as idades. Também usam o Emerillon [eme], francês [fra], francês crioulo guianês [gcr], português [por].
Outros comentários: 2 escolas: 1956 e 1971.




Recursos dos Arquivos Abertos de Línguas: Olac
ISO 639-3: oym

Recursos lexicais
1.     Dicionário por tópicos nas línguas oiampí (wajapĩ)-português. Olson, Roberta. 1978. Ensaios lingüísticos ; 2. oai:gial.edu:24920
2.     Online. Dicionário por tópicos nas línguas oiampí (wajapĩ) - português. Olson, Roberta. 1978. Ensaios Lingüísticos. oai:sil.org:17070

 

Descrições do idioma

1.     O desenvolvimento histórico da língua wayampi. Jensen, Cheryl Joyce S. 1989. Série Línguas indígenas. oai:gial.edu:24803
2.     Online. Glottolog 2.7 Resources for Wayampi. n.a. 2016. Max Planck Institute for the Science of Human History. oai:glottolog.org:waya1270
3.     Online. PHOIBLE Online.  phonemic inventories for Wayampi. n.a. 2014. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:phoible.org:oym
4.     Online. Descrição preliminar de orações wajapĩ. Olson, Gary. 1978. Ensaios Lingüísticos. oai:sil.org:3460
5.     Online. Comparação Preliminar Das Línguas Emerillon e Oiampi No Seu Desenvolvimento Do Proto Tupi-Ǥuarani. Jensen, Allen A. 1979. Associação Internacional de Lingüística SIL – Brasil. oai:sil.org:42621
6.     Online. WALS Online.  Resources for Wayampi. n.a. 2008. Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology. oai:wals.info:way
7.     Online. LAPSyD Online.  page for Wayampi. Maddieson, Ian. 2009. www.lapsyd.ddl.ish-lyon.cnrs.fr. oai:www.lapsyd.ddl.ish-lyon.cnrs.fr:src763

 

Outros recursos sobre o idioma

1.     Online. La langue wayãpi (Guyane Française): Phonologie et grammaire. Grenand, Françoise. 1980. Centre National de la Reserche Scientifique. oai:refdb.wals.info:3886
2.     Online. Wayampi. Jensen, Allen A. 1994. Typological Studies in Negation. oai:refdb.wals.info:4491
3.     Online. The positioning of non-pronominal clitics and particles in Lowland South American languages. Dooley, Robert A. 1990. Amazonian linguistics: Studies in lowland South American languages. oai:refdb.wals.info:4626
4.     Online. Dicionnaire Wayãpi-Francais. Grenand, Francoise. 1989. Centre National de la Recherche Scientifique. oai:refdb.wals.info:5361
5.     Excerpts from cross-referencing changes in some Tupí-Guaraní languages. Jensen, Cheryl J. 2008. SIL International. oai:sil.org:2700
6.     Pragmatics and grammar: Motivation and control. Dooley, Robert A. 1988. Work Papers of the Summer Institute of Linguistics, University of North Dakota Session. oai:sil.org:40113
7.     Algumas consequências morfológicas do desenvolvimento fonológico da língua wayapí (oyampí). Jensen, Cheryl J. 1983. Estudos Lingüísticos. oai:sil.org:2614
8.     O desenvolvimento histórico da língua wayampi. Jensen, Cheryl J. 1984. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:9916
9.     The Wayãpi - A world in conflict. Olson, Gary. 1982. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:9827
10.           Sistemas indígenas de classificação de aves: Aspectos comparativos, ecológicos e evolutivos. Jensen, Allen A. 1988. Museu Paraense Emílio Goeldi. oai:sil.org:732
11.           Wayampi. Jensen, Allen A. 1994. Typological Studies in Language. oai:sil.org:2543
12.           O desenvolvimento histórico da lingua wayampi. Jensen, Cheryl J. 1989. Serie Línguas Indígenas. oai:sil.org:3554
13.           Biological information transmitted through festival. Jensen, Allen A. 1990. Museu Paraense Emílio Goeldi. oai:sil.org:668
14.           Um estudo de frases não-verbais em oiampí. Jensen, Cheryl J. 1978. Arquivos de Anatomia e Antropologia. oai:sil.org:1278
15.           Online. Indigenous systems of bird classification: comparative, ecological and evolutionary aspects [abstract]. Jensen, Allen A. 1988. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:17083
16.           Sistemas indígenas de classificação de aves: Aspectos comparativos, ecológicos e evolutivos. Jensen, Allen A. 1985. SIL Language and Culture Archives. oai:sil.org:9594
17.           Online. Wayampi: a language of Brazil. n.a. 2013. SIL International. oai:ethnologue.com:oym

Outros nomes conhecidos e nomes de dialetos: Amapari Wayampi, Guaiapi, Guayapi, Jari, Oiampí, Oiampipucu, Oiumpian, Oiyapoque, Oiyapoque Wayampi, Oyampí, Oyampík, Oyampipuku, Oyanpík, Oyapí, Waiampi, Waiãpi, Wajapae, Wajapi, Wajapuku, Wayapae, Wayãpi
Outros termos de pesquisa: dialecto, vernáculo, léxico, dicionário, vocabulário, lista de palavras, livro de frases, gramática, sintaxe, morfologia, fonologia, ortografia



Fonte: http://www.language-archives.org/language.php/oym
Atualizado em:
Sun Feb 12 0:11:54 EST 2017


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