quinta-feira, 27 de abril de 2017

NT Kulina



Porções do Novo Testamento
na
Língua Kulina do Perú (mádija)

 Mulher Kulina. Foto: Heine Herner, 1986



Estas porções no NT Kulina são trazidas a você por Liga Bíblica del Peru em parceria com Wycliffe Bible Translators



Leia e Ouça o Novo Testamento na Língua Kulina
http://www.bible.is/CULWBT/Matt/1/D
Este áudio bíblico é trazido a você por Faith Comes By Hearing 2016 Hosanna



Palavras de Vida na Língua Kulina
Histórias curtas da Bíblia em áudio, mensagens evangelísticas que podem incluir músicas e canções. Elas explicam o plano de salvação e fornecem o ensinamento cristão básico.

Palavras de Vida 1
Número do Programa: C04530
Duração do Programa: (57:49 min.)


1. A Criação e a Queda (3:36 min.)
2. Noé (1:31 min.)
3. Noé (3:37 min.)
4. O Caminho da Paz (3:40 min.)
5. Uma nova natureza (3:00 min.)
6. O filho pródigo (3:31 min.)
7. Os Dez Mandamentos (3:35 min.)
8. Depois da morte, vem o quê? (3:07 min.)
9. Morte e Ressurreição (3:26 min.)
10. Você tem medo? (4:09 min.)
11. A Ovelha Perdida (1:49 min.)
12. A Ovelha Perdida (1:50 min.)
13. O pecado do homem (3:14 min.)
14. Jesus, o Poderoso (3:17 min.)
15. O Novo Homem (3:15 min.)
16. Um Mediador (3:27 min.)
17. A Palavra de Deus (2:51 min.)
18. A Palavra de Deus (0:42 min.)
19. A Vida Vitoriosa (3:31 min.)
20. Canção  (0:32 min.)
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 Criança com mãe Kulina. Foto: Heine Herner, 1986.

Palavras de Vida 2
Número do Programa: C22180
Duração do Programa: 54:04 min.

1. Faixa 1 (27:04 min.)
2. Faixa 2 (26:59 min.)


Menino Kulina. Foto Heiner Heine, 1986




Boas Novas na Língua Kulina
Lições bíblicas em 40 figuras, com um panorama bíblico audiovisual da Criação até Cristo, e estudos da Vida Cristã. Ideal para evangelismo e plantação de igreja.

Número do Programa: A65281
Duração do Programa: 48:35 min.
Boas Novas 1-20 - Kulina
Número do Programa: A65282
Duração do Programa: 39:43 min.
Boas Novas 21-40 – Kulina

Essas gravações são projetadas para evangelismo e ensino básico da Bíblia para trazer a mensagem do evangelho a pessoas que não são alfabetizadas ou são de culturas orais, particularmente grupos de pessoas não alcançadas.
Estas gravações são trazidas a você por Global Recordings Network - Copyright© 1967. Estas gravações podem ser copiadas livremente para uso no ministério pessoal ou local, desde que não sejam modificadas e não sejam vendidas ou empacotadas com outros produtos que são vendidos.


 Homem Kulina, extraindo látex. Foto: Heine Herner, 1986.





Recursos na Língua Kulina
Baixe o módulo de telefone celular para MySword (Android)
Baixe o módulo de telefone celular para “GoBible” (Java)
Baixe o módulo de telefone celular para Android App
Baixe o NT Kulina para uso com o software de estudo bíblico “The Word”
Os Recursos na Língua Kulina são trazidos a você por Scripture Earth


Celebração pelo Novo Testamento Kulina (Español)


Povos Indígenas no Brasil
Introdução: Kulina
Vivendo nas margens dos rios Juruá e Purus, os Kulina destacam-se pelo vigor com que mantêm suas instituições culturais, entre elas a música e o xamanismo. Um exemplo disso é que, apesar do antigo contato com brancos e da proximidade de algumas aldeias com centros urbanos, não se tem conhecimento de nenhum Kulina vivendo fora de suas terras.


 Fabricação de cesto com folha de palmeira. Foto Heine Heiner, 1986.



Nome e língua
Os Kulina são pertencentes à família lingüística Arawá e, até a chegada dos brancos, foram um dos grupos mais numerosos no estado do Acre e sul do Amazonas. Sua autodenominação é madija (pronuncia-se madirrá) que significa "os que são gente", sendo os brancos tratados genericamente por cariás.
Os madija falam predominantemente a língua Kulina nas aldeias, inclusive as crianças, sendo quase todos os (raros) bilíngues do sexo masculino e mais velhos. Geralmente, são os que trabalharam na juventude para os patrões brancos nos seringais e na extração de madeira que têm mais conhecimento da língua portuguesa, embora nas aldeias próximas às cidades a necessidade de estabelecer relações com a sociedade envolvente esteja mudando essa realidade. Muitos jovens vêm preparando-se para atuar como professores indígenas, agentes agroflorestais e agentes de saúde, sobretudo a partir de 1970, com a implantação em Rio Branco do escritório da Funai e da atuação de organizações como a CPI (Comissão Pró-Índio) e o CIMI (Centro Indigenista Missionário).
O estilo linguístico feminino é marcadamente diferente do masculino: há oclusão de vogais, condensação de palavras inteiras, às vezes criando situações em que a simples tradução de um trecho de quatro ou cinco palavras torna-se tarefa complicada. Apenas os Madija entendem o que suas mulheres falam e, como há neologismos que variam de aldeia para aldeia, essa compreensão às vezes restringe-se ao próprio grupo local.
Alguns dos poucos falantes brancos da língua Kulina por mim consultados sobre o canto feminino, como os Luteranos e membros do CIMI, foram enfáticos em afirmar sua dificuldade de compreender, senão o significado, muitas vezes a própria palavra dita, reiterando a possibilidade da existência de um universo linguístico feminino peculiar. Elas praticam uma técnica particular no canto que consiste em, quando há um final de frase, pronunciar a última sílaba inspirando ar. Isso pode ser claramente observado no acento dado à conclusão das frases, características que eu apenas percebi no canto feminino e na sua duração. Tive a impressão de que cantavam ciclicamente, aspirando ar no final da frase para ganhar um pouco mais de fôlego.


 Escola Kulina. Foto: Eduardo viveiros de Castro,1978.
 


Localização e população
Grande parte da população Kulina encontra-se na fronteira do Brasil com o Peru. No Brasil vivem em aldeias às margens dos rios Juruá e Purus (Acre) e, em 2002, somavam em torno de 2.500 indivíduos segundo a OPAN (Ong Operação Amazônia Nativa). Já os Kulina do lado peruano somavam aproximadamente 500 pessoas em 1998 (SIL - Summer Institute of Linguistics).
Vivem em várias Terras Indígenas que compartilham com outros povos, como os Kaxinawa, Yaminawá e Ashaninka. Para mais informações sobre as terras Kulina veja ao lado em "Terras habitadas".
Segundo dados da Funai obtidos em 2002, os Kulina do Acre totalizavam 1.737 indivíduos, distribuídos em 15 aldeias, sendo Canamari a de maior densidade, com 680 pessoas. No sul do Amazonas eram em torno de 800, distribuídos em 19 aldeias.


 Casa na aldeia Kulina de Santo Amaro. 
Foto: Eduardo Viveiros de Castro, 1978.


Histórico do contato
Existe pouca informação histórica acerca desse grupo, principalmente no período que antecede ao final do século XIX. Até aquele momento os pioneiros na penetração dessa região eram basicamente coletores de drogas e eventuais caçadores que não tinham interesse ou recursos para realizar registros.
Como grandes afluentes do Amazonas, o Juruá e o Purus permitem navegação boa parte do ano, principalmente em seu baixo e médio curso. Os primeiros viajantes que os percorreram tiveram suas impressões limitadas à percepção que uma viagem de barco num rio oferece, principalmente da várzea. Para além dela viviam não só os Kulina, mas outros povos centrados no interior da floresta, que naqueles tempos raramente eram vistos.
Essas primeiras expedições de coletores das "drogas do sertão" exploravam os índios por meio de relações comerciais em que recebiam dos nativos tartarugas, especiarias, óleos vegetais, madeiras de lei e sementes de cacau, dando em troca ferramentas, roupas, anzóis e outros produtos industrializados.
Em 1837, o inglês W. Chandless, para o Journal of the Royal Geographical Society produziu um relatório detalhado sobre a região, em que pela primeira vez aparecem referências a vários povos, entre eles os Kulina, também chamados corinos e kulinos. 
Os primeiros contatos regulares dos Kulina com os cariás deram-se com os seringueiros no ciclo da borracha do final do século XIX, quando então viviam no interior da floresta. Em função das sangrentas "correrias", assim chamadas as violentas incursões promovidas por seringueiros brasileiros e caucheiros peruanos, eles fugiram em direção às cabeceiras dos rios da região. Houve um duplo deslocamento provocado pela direção que caucheiros e seringueiros tomavam, não apenas dos Kulina como também de outras etnias em direção as cabeceiras dos rios em elas habitavam. Os primeiros vinham do Peru para a Amazônia e os segundos subiam os rios amazônicos em direção a Bolívia e ao Peru, no caso dos Kulina principalmente no Alto Purus e Juruá.
As dificuldades para o escoamento da produção em razão do difícil acesso prejudicaram a constituição de seringais nos trechos mais acidentados dos rios, principalmente quando a água fica mais rasa, criando condições para que os Kulina e outras etnias vivessem por algum tempo com menor interferência não indígena.
Após a implantação dos seringais evidencia-se a necessidade de mão-de-obra para alimentar a dinâmica do barracão: o perverso sistema de aviamento que permitia ao seringalista manter o seringueiro preso a dívidas impagáveis, contraídas para seu sustento, que seriam pagas com sua produção de borracha.
A promessa de riqueza fácil e abundante proporcionada pelo sonho da borracha estimulou a migração para essa área de nordestinos. Também se intensificam em todas as áreas as "correrias" que agora objetivavam a captura dos índios para o trabalho nos seringais. Com o passar do tempo, a própria necessidade de utensílios domésticos, armas, tecidos e as facilidades de contato nos barracões à beira dos rios termina por aproximar os Kulina e outras etnias na região dos brancos.
 Apenas em 1984, aliados aos Kaxinawá, realizaram a autodemarcação da Terra Indígena Alto Purus, que foi seguida de sua interdição pela Funai em 31/07/1987 para estudo e definição, sendo a demarcação oficial da datada de 05 de janeiro de 1996. Os Kulina, historicamente, assim como outras etnias, sobreviveram entre grupos hostis, fazendo da guerra a seus inimigos uma constante, mantendo ainda hoje relações jocosas com grupos da região, inclusive com seus vizinhos Kaxinawá, tratando-se essa aliança temporária uma estratégia diplomática pontual e necessária com o antigo rival.
Embora a situação jurídica de suas terras esteja regularizada, a pressão social provocada pela interação com fazendeiros e vizinhos, pelo confronto com caçadores e pescadores, além das frequentes invasões de sua área para a extração ilegal de madeira, demandam atenção permanente e estratégias preventivas no sentido de minimizar os impactos que essas interações causam e poderão causar.

Estes textos e imagens são trazidos a você por Povos Indígenas no Brasil



 Kulina do Igarapé Medonho. Foto: Heiner Heine, 1986.


Kulina: Uma língua do Brasil
ISO 639-3 Cul
Nomes alternativos: Corina, Kulina, Kuliná, Kulína, Madihá, Madija
Autodenominação: Madiha
População: 3.500 (2006, ISA). Total de usuários em todos os países: 3.900.
Localização: Acre e Amazonas: Rio Juruá e Purus.
Mapa da Língua: Centro-Oeste do Brasil; Peru
Status da linguagem: 6b (Ameaçado).
Classificação: Arauano
Dialetos: Mudanças menores do dialeto peruano.
Tipologia: SOV.
Uso da Língua: Ainda falado como L1 em ​​aldeias remotas, mas o português [por] está se tornando dominante em aldeias perto de cidades (Crevels, 2007).
Desenvolvimento da linguagem: Literatura. Gramática. Textos. NT: 2014.
Recursos de idiomas: Recursos da OLAC sobre Kulina
Escrevendo: Script latino [Latn] .
Outros comentários: Podem ainda haver alguns grupos isolados na fronteira Brasil-Peru. 



 Maloca no Posto Indígena Rio Gregório. Foto: Acervo Museu do Índio, 1928.


Também falado no Peru
Nome da língua: Kulina
População: 400 (2002, J. Boyer), aumentando. Principalmente monolíngue. População étnica: 400.
Localização: Região Ucayali: perto da fronteira com o Brasil, os rios superiores Purus e Santa Rosa.
Nomes alternativos: Kollina, Kulina, Kulino, Kuliná, Kurina, Madiha, Madihá, Madija
Status: 5 (Desenvolvimento). Linguagem reconhecida (2011, Lei 29735, Preservação e Uso de Línguas Originais do Peru).
Uso da Língua: Vigoroso. Duas escolas bilíngues. Todas as crianças adquirem a linguagem (Crevels, 2007). Todas as idades. Alguns também usam o espanhol [spa] (Crevels, 2007).
Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização em L1: Mais de 50%. Taxa de alfabetização em L2: 1% -5%. Escola primária principalmente em espanhol [spa], um pouco em Kulina.
Outros comentários: Cristão. 


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