sábado, 23 de setembro de 2017

Eu sou Amazônia: Eu sou Mudança


Eu sou Amazônia
Eu sou Mudança

Eu sou mudança I
A história de Paragominas
No Pará, a floresta vem sendo devastada há pelo menos 60 anos. Símbolo da exploração ilegal, Paragominas atingiu o ápice da destruição em 2008. Até que um intenso monitoramento via satélite, ações do Ibama e da Polícia Federal fecharam dezenas de serrarias e madeireiras ilegais, colocando em cheque esse modelo econômico. A procura por madeira e o alto consumo de carne no Brasil e no mundo, incentivam a destruição da floresta. Um novo modelo precisa ser criado. Um modelo que consiga juntar produção e sustentabilidade.

Desmatamento: A destruição vista de cima.
Na década de 80, a invasão no Pará foi tão intensa que pela primeira vez a NASA identificou o desmatamento na Amazônia por um de seus satélites. Uma enorme área em chamas chamou atenção dos observadores: era Paragominas abrindo espaço floresta adentro. Até 2008 o município havia desmatado 45% da floresta nativa em seu território. A madeira era retirada e vendida clandestinamente para mercados no mundo inteiro e em seu lugar ficavam grandes pastos para criação de gado.


Eu sou mudança II
O Pacto: Recuperando Paragominas.
Após 40 anos de destruição desenfreada, Paragominas-PA foi o primeiro município a adotar ações concretas para o controle do desmatamento. O município chegou a ocupar o primeiro lugar na lista negra do Ministério do Meio Ambiente, posição que trouxe diversas sanções econômicas. Até que um pacto foi firmado, prevendo o cadastro ambiental rural das propriedades, o monitoramento estratégico do desmatamento, o zoneamento ecológico-econômico, indicação de alternativas para uso do solo e a implementação de políticas de reflorestamento. Hoje, Paragominas trabalha para tornar-se a primeira cidade verde da região.

Lista Negra: A floresta ameaçada.
Em dezembro de 2007, o Governo Federal estabeleceu um decreto contendo uma série de ações de prevenção, monitoramento e controle do desmatamento ilegal na Amazônia. Uma delas é a chamada Lista de Municípios Prioritários, formada de acordo com a área total desmatada no município, a área total desmatada nos últimos três anos e o aumento da taxa de desmatamento nos últimos anos. Sob responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, os municípios presentes nessa lista recebem acompanhamento e apoio para diminuição do desmatamento e transição para uma economia sustentável.

  

Eu sou mudança III
Consumo Consciente: De onde vem a carne?
O Brasil é o maior exportador de carne do mundo e 38% de toda nossa produção vem da Amazônia. Dos 750.000 km2 que já foram destruídos na floresta, 60% são ocupados por pastos. O equivalente ao território da Espanha. Mesmo assim, a pecuária extensiva ainda é a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia. Não seria exagero dizer que o desmatamento pode estar no seu prato.


Pecuária Verde: Uma alternativa ao desmatamento.
O Modelo de pecuária verde se baseia em três pilares: adequação ambiental garantindo áreas de Proteção Permanente e Reservas Legais, ética na produção e na importância da produtividade e bem-estar. Nas áreas onde o modelo foi aplicado a produtividade teve um aumento de 33% e a rentabilidade de 78%. ”A mudança almejada não está no volume de produção de carne, mas na qualidade”. -Mauro Lúcio, Pecuarista

Uma lição para todos nós: O que você pode fazer?
A história de Paragominas serve de lição para os diversos municípios presentes na lista de monitoramento do Ministério do Meio Ambiente. Apesar de sua recuperação, regiões próximas ainda sofrem com o desmatamento e a abertura de pastos. Não é só a Amazônia que impacta nossas vidas. As escolhas que fazemos todos os dias trazem consequências reais para floresta. Mesmo que você não esteja lá para ver.
Descubra os efeitos do consumo de carne nas mudanças climáticas: Imaflora

Participe deste Projeto!
Ajude a Construir o Futuro que nós Queremos!

Nenhum comentário: