segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Eu Sou Amazônia: Eu sou Inovação


Eu Sou Amazônia
Eu sou Inovação

Eu Sou Inovação I
Hoje os Paiter Suruí são formados por aproximadamente 1,5 mil integrantes que protegem 248.147 hectares de floresta entre Rondônia e Mato Grosso. Mas sua história é a de um povo que foi quase dizimado e encontrou na liderança de Chefe Almir Suruí o caminho para se fortalecer. Da luta pelo território sagrado, a utilização da tecnologia para o monitoramento da Terra Indígena 7 de Setembro.

História do Primeiro Contato
O contato do povo Suruí com a Fundação Nacional do Índio aconteceu nesta região do mapa, em 7 de Setembro de 1969. A expedição chefiada pelo sertanista Francisco Meirelles e incentivada pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), colocou os Suruí em contato definitivo com o homem branco, mas também com doenças que até então eram desconhecidas pelos indígenas. Antes formados por 5.000 integrantes, o povo foi reduzido a 250 pessoas.



Eu Sou Inovação II
Exploração Desenfreada      
A rodovia BR-364 que liga Cuiabá a Porto Velho trouxe com ela o desmatamento de toda a região, afetando inclusive a terra indígena. Durante a década de 80 a situação se agravou e a exploração liderada principalmente por madeireiros aumentou a pressão no território do povo Suruí, que há décadas sofre com o roubo de madeira dentro de sua própria área.

Cultura
As tradições e histórias do povo Suruí estão catalogadas em detalhes no mapa cultural de seu território. Nesta região, por exemplo, fica o “Gõgõrexih”, que é o lugar sagrado onde vivem os espíritos. Entre os Paiter existem também muitos narradores que até os dias de hoje mantém o hábito de repassar aos mais jovens os conhecimentos sobre a vida social, o universo mítico-tradicional, os ritos de passagens, a origem do mundo e até mesmo as relações com os não-indígenas.



Eu Sou Inovação III
Créditos De Carbono Suruí
Desde 2007 os Suruí vêm protegendo seu território com auxílio do Google Earth Outreach e a ferramenta Open Data Kit (ODK). E foi nesta área que surgiu a primeira venda de créditos de carbono certificados por indígenas no Brasil. O acordo aconteceu com a Natura, multinacional brasileira de cosméticos que negociou o equivalente à 120 mil toneladas de carbono. O projeto inédito ajuda a proteger a Terra Indígena 7 de Setembro e coloca em prática o projeto do Chefe Doutor Almir Suruí de valorização da cultura Paiter e um plano de renda sustentável para o seu povo.

Metareilá
Para garantir o futuro e a qualidade de vida das próximas gerações, em 1989 os Paiter buscaram uma ferramenta não indígena para dialogar e reivindicar seus direitos: criaram a Associação Metareilá. A luta atual da entidade é defender e preservar o patrimônio cultural, ambiental, social e econômico do povo Suruí, construindo e fortalecendo sua autonomia na gestão sustentável do território da Terra Indígena Sete de Setembro.



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