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domingo, 1 de março de 2015

Atual Liderança da REMA mantém missionária em situação de abandono em São Paulo.

 

Acadêmica de Teologia da Igreja Metodista

Abandonada em São Paulo pela Atual Liderança da Região Missionária da Amazônia

 

A evangelista e acadêmica de teologia da Igreja Metodista do Brasil, em Manaus, no Estado do Amazonas, Maria Renilda Tavares dos Santos, continua em situação de total abandono pela atual liderança de sua igreja-mãe na Região Missionária da Amazônia – Rema.

A evangelista Renilda Santos, conhecida pelos metodistas de sua e de outras regiões como uma das missionárias mais competentes da Rema, continua na cidade de São Bernardo do Campo - SP, para onde foi enviada no início do ano de 2011, a fim de alcançar o título de bacharel em teologia na faculdade criada pela própria instituição: Faculdade de Teologia da Igreja Metodista - Fateo.

Após várias tentativas de obter esclarecimento sobre as razões que levaram ao injusto processo de descontinuação acadêmica, assédio moral e consequente estado de vulnerabilidade social, a missionária resolveu escrever uma carta à sua igreja-mãe para descrever a situação de abandono em que se encontrava desde o início de 2013, quando deixou de ser amparada pela Igreja Metodista em Manaus, solicitando esclarecimentos e realizando sua própria defesa com base em uma série de calúnias, injúrias e difamações empreendida a partir da nova liderança que assumiu o controle da Igreja Metodista na Região Missionária da Amazônia.

 

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Da esquerda para direita: Tiago Mariano (ex-seminarista da Rema, na Fateo), Renilda Santos (Acadêmica de Teologia, na Fateo) e Carlos Alberto Tavares (Bpo. da Região Missionária da Amazônia) em foto tirada no auditório da Fateo, ao final da palestra sobre discipulado, dias antes do comunicado de descontinuação.

 

Abaixo segue conteúdo da carta enviada à Igreja de Manaus com atualizações importantes geradas durante o desenvolvimento do presente processo, que pode ser caracterizado como crimes contra a honra, previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal. Considerado em sua forma mais branda, tal comportamento da atual liderança da Rema, ainda pode ser classificado como Assédio Moral na Igreja.

Leia e Entenda:

 

“Prezadas irmãs e irmãos em Cristo Jesus,

Esta é a terceira vez que envio a vocês esta carta e o faço pelas seguintes razões:

1. Um número considerável de irmãs e irmãos não tiveram acesso ao conteúdo desta carta e desejam conhecer a situação que se desenvolveu.

2. Novas e importantes considerações passaram a fazer parte desta carta que pretende esclarecer as razões dos fatos que me aconteceram.

3. A solicitação de documentos à CLAM não foi respondida quanto aos documentos que se referem a mim ao final desta carta.

4. Os pedidos de retratação e reconsideração não foram atendidos em termos de justiça, amizade e paz.

5. A situação deve tornar-se pública e notória, a fim de que não haja mais vítimas como em meu caso.

6. Novas formas de assédio moral surgiram para reduzir impactos gerados por esta carta.

7. Houve remoção da carta no blog em que foi originalmente publicada.

 

Deus abençoe a todas e todos.

Renilda Santos.”

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“À Igreja do Senhor Jesus Cristo que está em Manaus - AM,

Graça e Paz da parte do nosso Deus!

Desejo que a vida espiritual, material, familiar e ministerial de cada um de vocês esteja debaixo da misericordiosa mão de Deus. Louvo ao Altíssimo por suas vidas e pelo compromisso com a missão metodista em Manaus, Amazonas e em todo o mundo.

“... ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra(At 1.8)

Quero agradecer por todo amor, confiança e defesa da Igreja em meu favor. Escrever a vocês é um grande desafio, pois o objetivo desta carta é esclarecer os fatores que promoveram o presente “estado de coisas”. Desde que, fui enviada à Fateo por minha Igreja-Mãe tenho sido capacitada a caminhar sob severas tribulações.

Entre elas, tenho aprendido acerca da necessidade de se conviver fraternalmente tanto ao lado dos que andam conosco pelo Caminho quanto daqueles que se opõem a ele. (II Co 11.26; Gl 2.4).

Por um lado, esta relação tem produzido grandes bênçãos e vitoriosas conquistas na área de missões, como procuro descrever nos relatórios da Primeira, Segunda e Terceira viagens missionárias que enviei à Igreja. (Acompanhem também o desenvolvimento do relatório da Quarta Viagem Missionária)

Do outro lado dessa relação, existe a oposição ao desenvolvimento pleno, sadio e eficaz da missão metodista descrita claramente nos documentos basilares que norteiam nossas ações missionárias.

Esta oposição tem se fortalecido à medida que irmãos e irmãs compactuam com ela não percebendo o conjunto de fatores que tem produzido o atual “estado de coisas”, manifesto em forma de exclusão e abandono.

Compreendendo a necessidade de esclarecer este conjunto de fatores, decidi escrever tudo em ordem a fim de que a amada Igreja possa conhecer toda a verdade.

 

1. Falecimento do Revmo. Bispo Adolfo Evaristo de Souza

Com o falecimento do Revmo. Bispo Adolfo, que reconheceu meu chamado, vocação e visão missionária e me recomendou à Fateo junto com a amada Igreja, surgiu a necessidade de eleger-se um novo Bispo para a REMA em carácter extraordinário.

Com a eleição do atual Bispo, houve também a implantação de um “novo projeto de ação missionária para a REMA” que não reconheceu meu chamado, vocação e visão missionária de acordo com o que o Revmo. Bispo Adolfo e a amada Igreja de Manaus haviam reconhecido em mim, aplaudindo de pé a decisão por minha recomendação e pelo compromisso de sustento durante os quatro anos de curso em São Paulo.

 

2. A Primeira Viagem Missionária, (20/dez/2011 – 18/jan/2012).

Em cumprimento ao compromisso estabelecido junto ao Bispo Adolfo e à amada Igreja de Manaus dei início ao desenvolvimento de um projeto missionário que pudesse conciliar minha relação com a família, a vida comunitária em Manaus e as atividades missionárias da Igreja Metodista com os conteúdos teóricos oferecidos pela Fateo durante os quatro anos de curso, visando o exercício pleno da Vida e Missão e a elaboração do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).

Desta forma, busquei apoio de acadêmicos da UMESP para a realização da Primeira Viagem Missionária à Manaus, aliando-me mais uma vez às atividades missionárias do Barco Hospital, da Comunidade Haitiana de Manaus, da Comunidade Indígena Maruwai, da Igreja Metodista Central, da Igreja Metodista em Sta. Etelvina, da Igreja Metodista no Crespo, das populações residentes nas periferias de Manaus, e de outras Comunidades Indígenas como os Dessana, Tukano e Tuyúka.

Tendo por base o modelo de ação missionária metodista amplamente caracterizada pelas Diretrizes Pastorais para a Ação Missionária Indigenista, pelas Diretrizes para a Ação Missionária na Questão da Terra, pelos Cânones da Igreja Metodista 2012-2016, pelo Plano para a Vida e a Missão, pelo Plano Nacional Missionário 2012-2016 e pelo Credo Social da Igreja Metodista começamos a desenvolver um projeto missionário que pudesse transformar em prática o conteúdo teórico oferecido pela Fateo, congregando as relações familiares com as comunitárias, sociais, missionárias e acadêmicas.

 

2.1.Visita à Comunidade Indígena Maruwai (28/dez a 30/dez/2011)

Como parte integrante da construção de nosso projeto, além de outras elencadas no relatório, visitamos a Comunidade Indígena Maruwai com a devida direção do nosso Superintendente Distrital e do Coordenador do Projeto Maruwai. Desenvolvemos uma série de atividades recreativas, educacionais e evangelísticas, envolvendo todas as crianças, jovens e adultos da comunidade.

Levamos muitos presentes, entre eles, literatura evangélica e doutrinária metodista, roupas e materiais esportivos, generosamente oferecidos pelo nosso Superintendente Distrital, além de materiais evangelísticos e do Programa Educar para Crescer da Igreja Metodista e Editora Abril.

Durante as gravações audiovisuais, o líder, o fundador e outras lideranças da Comunidade Indígena Maruwai se dirigiram às autoridades governamentais, ao público em geral, às autoridades metodistas e ao povo metodista como um todo, reivindicando direitos sociais comuns à constituição de sua autonomia; entre eles a questão da educação, da saúde, do transporte e da evangelização. Os recursos e registros audiovisuais estavam destinados a compor parte das programações previstas para o V Encontro Afro-Cristão e Indígena por ocasião da Semana do Índio, em Abril na UMESP.

Na mesma ocasião o jornalista do Expositor Cristão nos procurou a fim de escrever uma matéria sobre a Comunidade Indígena Maruwai, incluindo a experiência de nossa visita cerca de três meses antes. Como não tínhamos autorização para transferir o conteúdo audiovisual ao jornalista para esse evento, ele teve que obtê-la diretamente do atual Bispo da REMA que, segundo o jornalista, autorizou sem qualquer restrição. Esta autorização do atual Bispo da REMA também nos foi confirmada pelo Coordenador do Projeto Maruwai.

Dessa forma, durante uma entrevista gravada em áudio pelo jornalista, enfatizamos a necessidade de comunicar ao povo metodista as solicitações da Comunidade Indígena Maruwai, tal como colocado por seus líderes, isto é, as carências enfrentadas nas áreas de educação, saúde, transporte e evangelização de modo a envolver a igreja em missão.

Compreendendo que a matéria veiculada no Expositor Cristão, edição nº 04, ano 126, Abril de 2012, Missão Maruwai, Página 11, não cumpria o propósito fundamental de “superar a ênfase em informação [...], visando ao envolvimento da Igreja em missão.” (PNM 2012-2016, p. 58), decidimos escrever ao Expositor Cristão e aos seus leitores, esclarecendo, com maiores detalhes, a real situação da Comunidade Indígena Maruwai e publicar no blog do Projeto Luz e Vida o respectivo conteúdo audiovisual em atenção ao clamor do povo macuxi na Comunidade Indígena Maruwai, levando em consideração a autorização concedida pelo novo Bispo da REMA ao jornalista do Expositor Cristão.

Ao assistir aos vídeos, um funcionário do SAF percebeu “algumas pessoas com a camiseta do projeto” e desanimada por não ter ouvido qualquer menção ao SAF, enviou uma mensagem em “Cco...” à sua diretoria e em “Cc...” ao Projeto Luz e Vida com o seguinte teor:

 

De: [funcionário SAF]

Para: [direção SAF]

“Não sei se recebeu este vídeo. É a [...] (Manaus) que está promovendo “Projeto Luz e Vida”. E achei muito bom os vídeos, mas estranho porque em nenhum momento não se menciona o [SAF] e algumas pessoas com a camiseta do projeto. É desanimador! Veja!”.

 

Até aqui, não houve qualquer outro problema, senão o fato de não ter sido mencionado o nome do SAF nos vídeos feitos pelo Projeto Luz e Vida, apesar de ter sido esclarecido ao SAF que não é juridicamente aconselhável, citar nomes de empresas ou instituições sem que haja carta de anuência. No entanto, esta mensagem do funcionário SAF, foi modificada na Direção SAF e reencaminhada ao Superintendente Distrital, e ao Coordenador do Projeto Maruwai, como se fosse uma mensagem de um dos parceiros da Igreja Metodista na Alemanha, que tivesse ficado descontente com a veiculação dos vídeos, porque “o SAF não foi mencionado”, e porque havia sido utilizado uma “filmagem” feita pelo SAF em parceria com a Igreja da Alemanha, em ocasião anterior.

A Direção SAF divulgou ao Superintendente Distrital e ao Coordenador do Projeto Maruwai, que a mensagem havia sido recebida de um dos parceiros da Igreja Metodista na Alemanha, traduzida para a língua portuguesa e, dessa forma, encaminhada a eles. No entanto, o que aconteceu é que a mensagem foi modificada, meu nome removido e incluída a calúnia de que nos nossos vídeos haviam imagens retiradas de uma filmagem feita no passado pelo SAF e pela Igreja Alemã na Comunidade Maruwai.

Para que a amada Igreja tenha maior instrumentalidade para aferir a gravidade da situação que foi gerada aqui, o Código Penal Brasileiro classifica em seu art. 184 a violação de direitos autorais como “Crime Contra a Propriedade Intelectual”, sujeitando o infrator à detenção de três meses a um ano, ou multa. O mesmo Código classifica em seu art. 138 a calúnia como “Crime Contra a Honra”, sujeitando o infrator à detenção de seis meses a dois anos, e multa.

Para que fique bem claro, todos os nossos recursos audiovisuais foram registrados por meio de equipamento próprio, não havendo em nenhum dos vídeos em questão qualquer imagem feita por outra equipe ou equipamento. Creio que a devida retratação seja necessária aqui. “Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama!” (Tg 3.5b NTLH). Desta forma, a mensagem modificada e reencaminhada ao Superintendente Distrital e ao Coordenador do Projeto Maruwai, passou a assumir o seguinte teor:

 

De: [ninguém assina]

Para: [direção SAF]

“Não sei se recebeu este vídeo promovendo o “Projeto Luz e Vida”. Achei muito bons os vídeos, mas estranho porque em nenhum momento se menciona o [SAF] ainda que algumas pessoas estejam usando a camiseta do projeto e algumas imagens tenham sido retiradas da nossa filmagem da visita que fizemos lá no passado. É desanimador! Veja!”.

 

Além da gafe supracitada, há também o texto da Direção SAF dirigido ao Superintendente Distrital e ao Coordenador do Projeto Maruwai, responsabilizando-os severa e desnecessariamente por não terem tido o cuidado de creditar o trabalho do Projeto Luz e Vida à Igreja Metodista Alemã e Norte Americana, reconhecendo-as como as grandes parceiras da missão entre os indígenas no Brasil, além de outras desagradáveis e indevidas cobranças.

Este conjunto de inverdades desencadeou uma série de consequências destruidoras que me colocou debaixo de um perverso processo de assédio moral na igreja, gerando infinitos desentendimentos entre a nova liderança da REMA e eu. Primeiro, causou intenso mal estar entre o SAF, o Superintendente Distrital, o Coordenador do Projeto Maruwai, e eu. Depois, causou grande desconfiança e repúdio entre a nova liderança da REMA e eu, culminando em todo o processo de exclusão e abandono no qual estou submetida até hoje. 

 

2. A Segunda Viagem Missionária, (26/jun/2012 – 26/jul/2012).

Apesar de toda a resistência oferecida pela nova liderança da REMA, conseguimos realizar, pela primeira vez, o Roteiro Cultural como parte integrante do projeto na Segunda Viagem Missionária, que consistiu em proporcionar ao público de baixa renda o acesso à cultura e ao conhecimento por meio de visitas sistemáticas aos principais centros de difusão cultural do Amazonas. O Projeto Luz e Vida procurou conhecer as razões desta resistência oferecida pela liderança da REMA, mas não obteve resposta.

Como o Roteiro Cultural requer a participação de profissionais qualificados para conduzir as crianças, jovens e adultos aos locais de visitação, convidamos estudantes da UMESP com esta experiência. Colhemos maravilhosos frutos desta atividade, pois muitas crianças que nunca haviam estado em um museu, puderam ser assessoradas por monitores e profissionais qualificados que, passo a passo, explicaram toda a história de desenvolvimento da Amazônia, do Amazonas, de Manaus e de todas as civilizações nativas que nos antecederam.

Frente a isso, a nova liderança da REMA determinou que me dedicasse exclusivamente aos estudos em São Paulo, proibiu que utilizasse o termo “Missionária”, antes do meu nome, como fui conhecida durante mais de quinze anos, me desautorizou a me referir à REMA como sua representante, ordenou que não divulgasse mais a pobreza da Amazônia, negando-a mesmo diante das evidências e determinou que deixasse de lado minha visão missionária por não corresponder mais com a “nova visão” que estabeleceu para a REMA, afirmando que aqueles que não abraçassem essa “nova visão” ficariam de fora.

Este foi o ambiente no qual fui recebida em minha própria terra, em minha própria casa, em minha própria Igreja, em minha própria Região. Este é o quadro que, durante dois anos, arruinou com minha autoestima, com minha saúde física, mental e espiritual, e me abalou moral, econômica, social e academicamente, levando-me à reprovações em disciplinas da Fateo.

No entanto, guardei tudo isso em meu coração e prossegui adiante de acordo com o meu chamado, vocação e visão missionária pelos quais fui recomendada à Fateo pelo querido Bispo Adolfo e pela amada Igreja de Manaus.

 

4. A Terceira Viagem Missionária, (27/dez/2012 – 30/jan/2013).

Como não bastasse, recebi em plena Terceira Viagem Missionária - pela qual alcançamos os Karipuna, os Baniwa, a FUNAI, o ISA, a FOIRN e a Secretaria de Saúde em São Gabriel da Cachoeira - a notícia de que minha ajuda de custo seria reduzida em R$ 400,00, e isto, caso ainda houvesse recomendação. O impacto financeiro no primeiro trimestre de 2013 foi terrível para toda minha família. No entanto, não desisti de lutar mesmo debaixo de uma série de acusações infundadas contra as quais fui obrigada a me defender para salvaguardar minha dignidade.

De credora passei a devedora de muitas pessoas e, em diversos momentos, ficamos sem ter o que comer em casa. Mas não ficou só nisso. A partir do segundo trimestre de 2013 passei a não receber nada mais da Igreja Metodista e, até o momento, vivo de favores de amigos e amigas que se compadecem de minha situação aqui em São Paulo na busca incessante por moradia adequada, alimentação, vestimenta e despesas com o curso de teologia da Fateo.

As acusações das quais sou alvo não se sustentam por não repousarem sobre a verdade. Entre outras falsidades, sou acusada de ter dado início a um projeto pessoal sem qualquer relação com a Fateo ou com a Igreja Metodista. Sinto-me aqui muito à vontade para desafiar qualquer pessoa a demonstrar que os princípios com os quais trabalho no Projeto Luz e Vida não estejam firmemente alicerçados sobre os documentos basilares que norteiam a ação missionária da Igreja Metodista que, obviamente, inclui todo o conteúdo teórico da Fateo.

Tenho sido acusada de não me dedicar aos estudos e por ter sido reprovada em disciplinas na Fateo. Já esclareci que não houve qualquer outro fator responsável por esta ou aquela reprovação que não tenha sido causado pelo injusto processo de assédio moral que, há cerca de dois anos, vem caracterizando minha relação com a nova liderança da REMA e que, pelo que se verifica, permanece em pleno vigor até o momento.

Também tenho sido acusada de veicular na internet inverdades sobre minha visita a Igreja Metodista de Manaquiri-AM, onde comunico ter deixado material evangelístico e educacional que restou de nossa Terceira Viagem Missionária para ser utilizado pela Igreja. Publiquei no mesmo relatório as fotos dos materiais deixados na farmácia em frente à Igreja e a carta escrita ao pastor local por ocasião de sua ausência, já que a Igreja se encontrava fechada.

Tenho sido acusada de não me apresentar aos pastores da Igreja em Manaus durante os recessos escolares, de não compactuar com os interesses missionários da Igreja Metodista, de não me comunicar com meus líderes, de não enviar os relatórios de atividades e solicitações de renovação da minha recomendação, de perder aulas importantes na Fateo, de faltar com a atenção para com meus filhos e filha, de dar entrevista a meios de comunicação sem a devida autorização da REMA, de ter deixado “a visão” missionária e “formado grupos” com “outra visão”.

Em cada uma destas falsas acusações demonstro a total falta de atenção, supervisão, pastoreio, orientação, comunhão e amor mesmo depois de todos os requintes de humilhação com os quais fui obrigada a escrever à CLAM. Reitero que estes valores, tão necessários à vida de qualquer seminarista, estiveram sempre ausentes porque os espaços que deveriam ocupar estiveram sempre tomados pelo descaso, desprezo, preconceito, exclusão e abandono.

 

5. A Quarta Viagem Missionária, (06/jan/2014 – 18/fev/2014).

Contra todas as formas possíveis e imagináveis de adversidade, prosseguimos rumo à realização da 4ª Viagem Missionária, levando nosso testemunho pessoal e a Palavra de Deus aos lugares mais esquecidos e negligenciados de Porto Velho, Manaquiri, Barro Alto, Deus me Deu, Costa do Aruanã, Vila do Janauacá, Santa Maria e Região Metropolitana de Manaus. Cerca de cento e vinte e oito famílias puderam ser alcançadas pelo Evangelho e receberam exemplares da Bíblia na Nova Tradução da Linguagem de Hoje e Kits evangelísticos da Sociedade Bíblica do Brasil. Também fomos abençoados por uma maravilhosa parceria com irmãos norte-americanos que produziram para o povo indígena Novos Testamentos em Língua Kaiowá, Kaxinawá, Munduruku, Ticuna, Sateré-Mawé, Tukano, Tuyuca, Dessana e Terena.

Em meio às atividades de evangelização e ação social pautadas em nossas tradicionais diretrizes missionárias, constatei que muitos amados e amadas do Senhor haviam se afastado tanto de nossas diretrizes quanto da comunhão que nos envolvia e nos mantinha unidos em um mesmo propósito com o Senhor. Percebi também que a base desta mudança de comportamento não se referia a qualquer “nova visão missionária” dada pelo Senhor, mas do agravamento do mesmo processo de assédio moral desencadeado pela atual liderança da REMA em abril de 2012. Para fins de registro comunico que a “DP”, que serviu de base de acusação para a revogação da minha bolsa de estudos, foi revista e reconsiderada pela Fateo e, como sinalizei, tratou-se apenas um erro de comunicação.

Algo que muito me angustia é o fato de até meu filho caçula ter sido atingido pois, após ter alcançado o sonho de entrar para a Faculdade de Engenharia Ambiental na UMESP, teve que voltar para Manaus porque sua fonte de subsistência não daria mais conta de pagar seu curso, moradia, alimentação e vestuário. Além disso, minha persistência em cumprir o propósito do Senhor resultou em longos meses de peregrinação pela cidade e regiões circunvizinhas em busca de moradia adequada para que pudesse dar continuidade ao curso de teologia. Em determinado momento comecei a ser cobrada pela UMESP por todos os meses em que a REMA não enviou os valores referentes às mensalidades da Fateo. A dívida atual já atinge a casa dos três mil reais.

Outro fator agravante neste processo de exclusão e abandono foram os constantes despejos que sofri por parte dos meus senhorios que, passando a conhecer minha situação financeira, temiam por não receber os valores correspondentes aos aluguéis e, desconfiados, pediam os quartos de volta e, mais uma vez cheguei a dormir em praças e em casas de pessoas que se compadeceram de minha situação. Isto também prejudicou a qualidade dos relacionamentos na universidade, na igreja e no meio familiar, onde a comunhão foi sempre uma marca presente, unificadora e abençoadora em todos os termos. Certamente o Senhor verá a injustiça que me fizeram; pleiteará e julgará a minha causa por mim. (Lm 3.58,59)

Entre as pessoas que tem se compadecido de minha situação em São Paulo, há várias ligadas ao direito civil, aos direitos humanos e à justiça comum de modo geral que, indignadas, insistem para que eu perceba a seriedade da injustiça que tem sido cometida contra mim. Não posso acreditar que minha amada Igreja também esteja sendo injusta comigo. Como a comunidade cristã que me enviou poderia me abandonar, tendo confiado em mim, produzido esperanças e expectativas para o ministério?

Por uma questão de ordem, transparência e justiça, devo esclarecer à amada igreja que os valores constituintes da minha honra e dignidade são um dos tesouros mais valiosos que já recebi do Senhor e, em resposta à Sua confiança, irei guarda-los e protege-los com base no preço de meu próprio resgate e salvação. Não permitirei que minha vida seja depreciada em qualquer medida, seja por parte de clérigos, de leigos ou de quem quer que seja. Oro para que cada um dos membros que compõe a amada Igreja Metodista em Manaus partilhem do mesmo afeto em atenção à boa obra que o Senhor iniciou em cada um de nós.

Certa da cooperação de todos e todas, crendo que estamos unidos em Cristo por Sua Graça, Misericórdia e Amor,

Agradeço na expectativa de um breve retorno.

Maria Renilda Tavares dos Santos

projeto_luz_e_vida@hotmail.com

mrenilda.santos@hotmail.com

 

OBS* Solicito, mais uma vez, que me seja enviada cópia da seguinte documentação:

1. Carta da CLAM sobre meu envio à Fateo.

2. Carta com a decisão da CLAM que declara minha descontinuação e sustento.

3. Todos os demais documentos de decisões que se referem a mim.”