sábado, 15 de setembro de 2018

Piripkura: Baita e Tamandua


   
Baita e Tamandua
A História de dois Piripkura Salvos pelo Acaso e depois Desaparecidos


À esquerda, Baita e Tamandua, únicos remanescentes de sua aldeia, e Jair Candor, líder da frente de proteção da Funai responsável pela Terra Indígena Piripkura e que participou da primeira expedição em busca dos índios, em 1989 - Divulgação

Tamandua e Baita sobreviveram as últimas três décadas sozinhos, fugindo de grileiros e madeireiros no meio da Floresta Amazônica, carregando apenas um facão, um machado e uma tocha. Mas nos últimos três meses, os dois únicos remanescentes isolados do povo Piripkura enfrentaram sua mais difícil batalha. Diagnosticado com um cisto no cérebro, Tamandua precisou ser transferido para um hospital em São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia, teve complicações no pós-operatório e precisou ser internado na UTI. Baita, tio de Tamandua, teve o diagnóstico de próstata aumentada, mas resistiu aos tratamentos. O caso ganha contornos ainda mais dramáticos porque a renovação da proteção ao território onde vivem, que vence no próximo dia 4, depende da comprovação de que a Terra Indígena é habitada pelos índios.
— O Tamandua não conseguia ficar em pé sem apoio, por consequência de uma hidrocefalia provocada por um cisto aracnoide. Sem tratamento, ele não teria como sobreviver na mata — conta Marcos Schaper, que trabalha há duas décadas no setor de Saúde Indígena do Hospital São Paulo. — O procedimento cirúrgico foi minimamente invasivo, com o uso de endoscópio. A gente esperava que a alta acontecesse em um dia, mas ele teve complicações, precisou ser sedado, entubado e passou uns cinco dias na UTI.
De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), existem no Brasil 114 registros de povos isolados, sendo 27 confirmados, que se espalham por 17 terras indígenas em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Três delas, incluindo a Terra Indígena Piripkura, ainda não são homologadas. O uso é interditado por meio de portaria, que precisa ser renovada de tempos em tempos com a comprovação da presença de indígenas. A medida é necessária para a proteção dos índios, que são ameaçados pela exploração madeireira e o avanço da fronteira agrícola.

O Mapa dos Povos Indígenas Isolados
Fonte: Funai

Encravada entre os municípios de Colniza e Rondolândia, em Mato Grosso, a Terra Indígena Piripkura se estende por 242,5 mil hectares de matas protegidas. Segundo dados do projeto MapBiomas, entre 1987 e 2017 a cidade de Colniza perdeu 239,5 mil hectares de florestas e, em Rondolândia, as perdas foram de 131,6 mil hectares. Por viverem em isolamento, Tamandua e Baita foram salvos pelo acaso. Numa expedição no dia 16 de maio para procurar sinais da presença dos índios, funcionários da Funai conseguiram encontrar a dupla. Tamandua não conseguia se locomover, estava incapacitado para a caça e a pesca.
— Se demorássemos mais, talvez não tivessem sobrevivido — afirma Cleiton Gabriel, chefe de serviço da Funai na Terra Indígena Piripkura, que acompanhou Tamandua e Baita na viagem à São Paulo. — Nós carregamos o Tamandua para a base e de lá fomos para Ji-Paraná. No dia 21 de junho, fomos para São Paulo e só retornamos no dia 13 de agosto.

Preocupação com o Risco de Infecções
Convencê-los a deixar a floresta não foi tarefa fácil. Rita, irmã de Baita e tia de Tamandua que deixou o povo na década de 1980, foi acionada para servir de tradutora e persuadi-los. Ela e o marido, Aripã Karipuna, também embarcaram para São Paulo para servirem de ponte entre os índios e a equipe médica. Schaperconta que os dois últimos Piripkura foram recebidos na Casa de Saúde Indígena e, logo após a chegada, pegaram uma forte gripe. Por praticamente não terem contato com brancos, o risco de infecções era preocupação constante.
— A situação era muito delicada, posso dizer que foi uma das experiências mais traumáticas que eu tive aqui — lembra o médico. — Mesmo com a Rita e marido, a comunicação foi muito difícil. Por viverem tanto tempo isolados, eles acabaram desenvolvendo uma variação da língua que só faz sentido para os dois.
As opções de tratamento precisavam considerar essa limitação e o estilo de vida dos indígenas. Para avaliar a condição de Tamandua, por exemplo, a recomendação seria uma ressonância magnética, mas a equipe preferiu a tomografia. Um dos procedimentos cirúrgicos possíveis seria o implante de um cateter para o dreno do líquido do cérebro para o abdômen.
 — Imagina o Tamandua no meio da floresta com um cateter implantado? Seria inviável. Por isso optamos pelo endoscópio — explica Schaper. — O Baita era ainda mais arredio. Nós tivemos que fazer um ultrassom com ele deitado no chão, não aceitava deitar na maca. A uretrografia, que exige que ele urine durante o procedimento, nós não conseguimos fazer.
Apesar das dificuldades e dos contratempos, os índios se recuperaram e retornaram para a floresta. Tamandua precisa ser reavaliado neste mês. Mas para isso precisa ser localizado.
— Nós tentamos convencê-los a ficarem na base, mas eles não quiseram. Preferiram voltar para a verdadeira casa deles, a floresta — conta Gabriel.

Isolados há pelo menos 29 anos
Os primeiros relatos sobre a existência dos Piripkura surgiram em 1985, quando uma indígena, rebatizada como Rita, foi encontrada numa fazenda da região. Ela contou que havia deixado a aldeia onde vivia com outras 13 pessoas após a morte do marido e, apesar de pedidos insistentes dos parentes, decidiu não retornar. Com o relato, expedições foram montadas na tentativa de localizar o grupo. Foram encontrados vestígios de um acampamento permanente, mas nenhum sinal dos índios. No dia 1º de maio de 1989, Tamandua e Baita foram encontrados.
— Tudo o que eles diziam é que o resto do povo havia morrido. Eles contaram que estavam fugindo dos brancos e precisavam cruzar um rio. Eles cruzaram primeiro e a canoa voltou para uma segunda viagem, mas foi interceptada. Eles se esconderam e assistiram o massacre — conta o sertanista Jair Candor, que lidera a Frente de Proteção Etnoambiental Madeirinha-Juruena da Funai, responsável pela Terra Indígena Piripkura, e estava naquela expedição. — Nós saímos da região em 1992. Quando voltamos, em 2007, eu sinceramente não acreditava que eles ainda estariam vivos. A floresta estava toda cortada por estradas abertas por madeireiros. No dia 7 de agosto, eu os reencontrei. É inacreditável a luta deles para sobreviver.
Os encontros da equipe liderada por Jair com Tamandua e Baita são relativamente frequentes, mas em 2016 aconteceu um episódio único, retratado no documentário “Piripkura”. Os dois índios foram voluntariamente à base da Funai instalada no território atrás de fogo.
— Eles vivem só com um facão, um machado e uma tocha, feita com a casca do babaçu. Como o fogo apagou, eles vieram nos procurar — diz Candor.
Bruno Jorge, um dos diretores do documentário, lembra do momento do encontro:
 — Nós tínhamos passado uns oito dias na mata e voltamos para a base. De repente, um dos sertanistas apareceu correndo e disse: “eles chegaram” — conta. — Ficou claro para mim que eles se deixam ou não encontrar. Eles estavam lá, muito provavelmente nos observando, e vieram atrás de nós.
Para Renata Terra, codiretora do filme, o ambiente de destruição nos limites do território reforça a necessidade de proteção e do trabalho de sertanistas como Candor.
— Na estrada para a base, vimos caminhões carregados com toras de madeira cruzando o tempo inteiro. O cenário é de desmatamento, destruição. É possível sentir a diferença quando entramos na Terra Indígena. Além de proteger os índios, eles protegem a própria floresta — relata Renata. — Com o documentário nós quisemos mostrar a força deles, apesar de a realidade ser muito trágica. É trágica para eles e para nós, como país.

Por Sérgio Matsuura
14/09/2018 4:30 / atualizado 14/09/2018 16:21
Fonte: O Globo


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Brasil, o País Mais Perigoso para Defensores de Índios



Brasil, o País Mais Perigoso para Defensores de Índios
Relatora da ONU afirmou ainda que a impunidade é 'generalizada em relação aos ataques, assassinatos e intimidação


GENEBRA - "O Brasil é, de longe, o país mais perigoso do mundo para defensores dos direitos humanos de grupos indígenas." A constatação faz parte de um informe que será apresentado na semana que vem em Genebra, na Suíça, pela relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) para os povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz.
Para relatora da ONU, Brasil é o "país mais perigoso do mundo" para defensores de indígenas
Defensores dos direitos humanos afirmam que Brasil é o 'país mais perigoso' para grupos indígenas Foto: Dida Sampaio/Estadão
O documento, que será alvo de um debate entre os governos no Conselho de Direitos Humanos, destaca que, em 27 países, 312 defensores de direitos humanos no campo e relacionadas ao povo indígena foram assassinados. "Cerca de 80% das mortes ocorreram em apenas quatro países: Brasil, Colômbia, México e Filipinas", escreveu.
A relatora esteve no Brasil em 2016 e, agora, voltou a reforçar suas conclusões sobre a violência no País.
"A impunidade é generalizada em relação aos ataques, assassinatos e intimidação de povos indígenas e frequentemente surge em contextos nos quais povos indígenas tentam reforçar seus direitos sobre suas terras e vão em linha com a criminalização dos líderes indígenas", declarou.
O alerta da relatora da ONU foi confirmado por lideranças indígenas que viajaram até Genebra. "Meu povo está pedindo socorro. Tínhamos de receber nossas terras de volta. No lugar disso, somos mortos e não temos Justiça", afirmou Leila Rocha, representante do povo Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul, que viajou até Genebra. "Quem é que vai poder defender o povo indígena?", questionou a indígena, em um evento na ONU.
Como resposta, o diplomata brasileiro Cristiano Figueroa garantiu durante o evento que o governo está "engajado no respeito aos direitos de povos indígenas, continua em trabalhar em demarcação" e destaca que a Fundação Nacional do Índio (Funai) foi reforçada com 200 novos funcionários. Ele também afirmou que forças federais também são enviadas para garantir a proteção de locais sob risco.
Na sexta-feira, o Brasil ainda foi denunciado na ONU por "risco de genocídio" no caso dos povos indígenas. A acusação foi apresentada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
De acordo com a entidade, houve uma "profunda extinção" dos povos indígenas no último século, passando de 4% da população para apenas 0,4%. Mas são as ameaças e mortes nos últimos anos que foram os alvos da denúncia.
"A taxa de homicídio na população Guarani-Kaiowá em Dourados é de 88 para cada cem mil pessoas, quase o triplo da taxa média do Brasil", disse Paulo Lugon Arantes, que leu a denúncia em nome da entidade indigenista.
De acordo com o grupo, o caso dos Guarani-Kaiowá cumpre pelo menos sete fatores e 16 indicadores estabelecidos pela ONU para designar um genocídio.
"O discurso político de ódio no País, um dos 14 fatores de risco de genocídio, tem legitimado e alimentado uma série de ataques violentos contra povos indígenas", declarou. "Apelamos para que o Brasil leve a sério risco de atrocidade contra os povos indígenas", completou Arantes.
Em resposta lida no Conselho da ONU, o governo brasileiro insistiu que está comprometido com a defesa dos direitos dos povos indígenas e que essa população "aumentou de forma constante desde meados do século 20".
O governo ainda indicou que a violência é "inaceitável" e que as acusações são investigadas. Além disso, o Itamaraty aponta que 20% das pessoas incluídas nos programas de proteção a defensores de direitos humanos são compostas por lideranças indígenas.

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo na Suíça
14 setembro 2018 - 16h54





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Cemitério Indígena na Amazônia



Cemitério Indígena na Amazônia
Arqueólogos descobrem urnas funerárias que podem ter mais de 500 anos


No Brasil, é a primeira vez que cientistas localizam e escavam urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma da Amazônia diretamente do solo
Em meio à terra escavada, os traços cerâmicos do que seria um tipo de urna começaram a se mostrar. O trabalho minucioso dos arqueólogos revelou não apenas uma, mas nove urnas funerárias de uma população indígena que habitou essa porção da Amazônia há cerca de 500 anos, próximo ao contato com os europeus. No Brasil, é a primeira vez que cientistas localizam e escavam urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma da Amazônia diretamente do solo. A expedição foi coordenada por pesquisadores do Instituto Mamirauá. Confira um vídeo sobre a descoberta:


Conhecida pela decoração com uso de pinturas vermelhas e pretas, a Tradição Polícroma da Amazônia é um conjunto de cerâmicas que fazem parte da pré-história da região.
“A Tradição Policroma da Amazônia é um estilo que tem larga abrangência nas terras baixas da América do Sul, presente em um eixo oeste-leste desde o sopé (das Cordilheiras) dos Andes até a boca do rio Amazonas e também é vista nos afluentes do rio Amazonas/Solimões”, afirma a pesquisadora Márjorie Lima, do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá.


“Urnas funerárias como as que foram encontradas são comuns pela Amazônia brasileira e nas partes amazônicas de países como Peru e Equador”, afirma o arqueólogo do Instituto Mamirauá, Eduardo Kazuo Tamanaha. “Mas os pesquisadores costumam recebê-las da mão de moradores do local, que de fato encontram os artefatos e os retiram da terra. Agora, escavar e encontrar uma cova com as urnas dessa cultura, do jeito que estavam, e realizar todo o registro científico, é algo inédito”.

Comunidade amazônica guarda “cemitério” de indígenas do passado
A descoberta aconteceu em julho na pequena comunidade Tauary, localizada na região central do Amazonas. As urnas estavam enterradas a uma profundidade de 40 centímetros da superfície, dentro de uma área de 4 metros quadrados nas imediações da escola comunitária. “Nós descobrimos mais de uma por dia, primeiro veio uma, começávamos a limpar, aí surgia outra ao lado, elas foram aparecendo como um efeito dominó”, conta Eduardo Kazuo.


A carência de vestígios, como a terra preta de índio (solo muito fértil e característico de antigas ocupações humanas na Amazônia), e fragmentos de cerâmica indicam que aquela seria uma área específica do sítio arqueológico, possivelmente reservada ao enterro de corpos, como um cemitério da antiga sociedade que ali vivia.
“As urnas funerárias fazem parte das práticas mortuárias de muitos grupos indígenas. Elas eram mais comuns no passado, mas ainda há relatos de alguns sepultamentos em épocas recentes sendo feitos em urnas, mas também em cestarias ou redes. Elas são muito variadas e estão intimamente ligadas às crenças e religiões praticadas, parecido com o que é praticado nos cemitérios das cidades”, ressalta Anne Rapp Py-Daniel, arqueóloga e especialista no estudo de urnas arqueológicas na Amazônia, que também participou das escavações.

Padrão curioso no enterro das urnas intriga os cientistas
A maneira como as urnas foram encontradas chamou a atenção dos arqueólogos. “As urnas funerárias têm rostos desenhados, o interessante é que nenhum desses rostos estava ‘olhando’ para outro. Se uma urna foi enterrada com o rosto para cima, a urna ao lado dela estava ‘olhando’ para baixo, e a seguinte estava enterrada de lado. É como se elas não quisessem olhar uma para a outra. As urnas seguiam uma ordem, claramente elas foram enterradas daquele jeito e foi intencional”, comenta o pesquisador do Instituto Mamirauá.


O conjunto das urnas arqueológicas também se diferencia pela variedade entre tipos e adornos nos acabamentos cerâmicos, como a pintura de cabeças humanas, formas animais e a presença ou ausência de bancos, onde as urnas podiam ser colocadas.
“Alguns grupos indígenas do passado representavam a identidade dos mortos ou símbolos (de entidades, de deuses, de animais mitológicos, etc.), que acreditavam ser importantes, nessas urnas. Ou seja, elas além de receptáculo para os mortos, também contam diferentes estórias sobre a sociedade que as produziram e no que ela acreditava. Infelizmente, na grande maioria das vezes, os arqueólogos não têm o ‘dicionário’ que permita fazer uma tradução exata desses símbolos”, conta Anne Rapp Py-Daniel.


O motivo ou motivos dessa organização curiosa e para tantos detalhes ainda são desconhecidos, mas a equipe de especialistas espera encontrar pistas a partir de análises mais aprofundadas no Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá, localizado na cidade de Tefé, no Amazonas.
“Esperamos ter essas informações a partir das próprias urnas, associando ao local em que elas estavam depositadas, a sua decoração, com a morfologia, o conteúdo que tinham dentro e juntar todos esses fatores em busca de algum sentido para elas estarem ali da forma que elas estavam”, explica Eduardo Kazuo.

Urnas foram enterradas sobre a “cama” de civilização ainda mais antiga
Com base nas avaliações preliminares do material e na profundidade das covas, os arqueólogos acreditam que as urnas podem ter sido enterradas ao mesmo tempo. “Se fossem momentos diferentes de enterramento, as urnas estariam em alturas distintas. É como se tivessem escavado uma única cova e depositado uma urna ao lado da outra”, aponta o arqueólogo.


A escavação também revelou sinais de uma sociedade ainda mais antiga que aquela que produziu as urnas funerárias. São fragmentos de cerâmica que pertencem a um grupo que habitou a mesma região, mas em um tempo diferente. “A urnas do Tauary são próximas ao ano 1500 depois de Cristo. Mas essa outra cerâmica encontrada aparenta ser muito mais antiga, com uma diferença de 40 centímetros de profundidade em relação ao período das urnas, o que indica uma passagem grande de tempo”, conta.


“Nossa hipótese é que quando o grupo que escavou os buracos para depositar as urnas, eles encontraram esse material muito mais antigo, pegaram todo esse material, espalharam e fizeram quase que um piso de cerâmica, colocando as urnas em cima dele. É uma cerâmica mais antiga que provavelmente não tem a ver com os antepassados deles”, acredita o pesquisador do Instituto Mamirauá.

Tauary, lar de riquezas do passado da Amazônia
Na comunidade Tauary, existe um grande sítio arqueológico, cuja real extensão ainda está sendo levantada pelos arqueólogos.
Em 2014, as primeiras urnas funerárias foram encontradas no lugar e, quatro anos depois, os pesquisadores retornaram para mais investigações sobre “a trajetória histórica de ocupação do Tauary e os vestígios encontrados, sejam materiais cerâmicos ou botânicos, na terra ou sobre a terra, no presente e no passado”, como define Eduardo Kazuo, que é coordenador do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá.


O Instituto Mamirauá é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Trabalharam juntos na expedição arqueológica o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e a Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona.

As atividades têm financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.
Texto: João Cunha
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