quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O Filme Jesus no Dialeto Jarawara [Língua Jamamadí]


O Filme Jesus no Dialeto Jarawara
[Língua Jamamadí]

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 Pajé Jarawara. Aldeia Água Branca.
Foto: Julien Feron, Agosto 2006


Global Recordings Network
Boas Novas Jarawara
Número do Programa: A34380
Nome do Idioma: Jarawara
Duração do Programa: (59:05 min.)

1. Espírito de Deus (Dueto) (0:22 min.)

2. Lúcifer II (2:53 min.)

3. Quadro 1: No início (0:35 min.)

4. Quadro 2: A Palavra de Deus (0:45 min.)

5. Quadro 3: Criação (1:24 min.)

6. Quadro 4: Adão e Eva (4:28 min.)

7. Quadro 5: Caim e Abel (1:44 min.)

8. Quadro 6: Arca de Noé (2:45 min.)

9. Quadro 7: A inundação (1:34 min.)

10. Quadro 8: Abraão, Sara e Isaque (1:12 min.)

11. Quadro 9: Moisés e a Lei de Deus (1:10 min.)

12. Quadro 10: Os Dez Mandamentos (1:47 min.)

13. Quadro 11: Sacrifício pelo pecado (1:11 min.)

14. Quadro 12: Um Salvador Prometido (1:41 min.)

15. Quadro 13: O nascimento de Jesus (1:28 min.)

16. Quadro 14: Jesus, o Mestre (1:37 min.)

17. Quadro 15: Milagres de Jesus (2:44 min.)

18. Boa Notícia (0:07 min.)

19. Quadro 16 – Sofrimento de Jesus (1:23 min.)

20. Quadro 17: Jesus é crucificado Jesus na cruz (2:34 min.)

21. Quadro 18: A ressurreição (1:12 min.)

22. Quadro 19: Tomé crê (1:46 min.)

23. Quadro 20: Ascensão Jesus subiu (3:47 min.)

24. Quadro 21: Por que Jesus morreu? (1:13 min.)

25. Quadro 22: As duas estradas (1:09 min.)

26. Quadro 23: Filhos de Deus Espírito de Deus (Dueto) (4:08 min.)

27. Quadro 24: Novo nascimento (1:37 min.)

28. Quadro 25: O Espírito Santo vem (1:18 min.)

29. Quadro 26: Andando na luz (1:18 min.)

30. Quadro 27: Uma nova pessoa (0:46 min.)

31. Quadro 28: A família cristã (2:06 min.)

32. Quadro 29: Ame seus inimigos (0:43 min.)

33. Quadro 30: Jesus é o poderoso (0:57 min.)

34. Quadro 31: Expulsar espíritos malignos (1:25 min.)

35. Quadro 32: Tentação (0:57 min.)

36. Quadro 33: Se o nosso pecado (1:05 min.)

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 Weru, cuja mãe era Wayafi. Aldeia Casa Nova
Foto: Fabiana Maizza, 2004


Canções Jarawara
Número do Programa: A34381
Nome do IdiomaJarawara
Duração do Programa: (58:18 min.)

1. Joã0 Batizou Jesus (2:39 min.)

2. Ele ressuscitou (1:45 min.)

3. Jonas (5:07 min.)

4. Espírito de Deus (5:30 min.)

5. Você gosta de Deus (3:05 min.)

6. As coisas erradas que você faz (3:16 min.)

7. Deus falou para nós ouvir (3:33 min.)

8. Este é o lugar de Deus (4:14 min.)

9. Jesus nasceu em Belém (1:33 min.)

10. Jesus é forte (3:52 min.)

11. Aleluia (2:13 min.)

12. Vamos embora (2:08 min.)

13. Deus nos fez (2:07 min.)

14. Deus disse: "Haja luz" (2:03 min.)

15. Deus fez o sol (2:08 min.)

16. Jonas chamado por Deus (2:53 min.)

17. Conheçamos Jesus (1:47 min.)

18. Espírito de Deus (Dueto) (2:39 min.)

19. Espírito de Deus (Solo) (2:00 min.)

20. Jesus é forte (3:36 min.)

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 Homem Jarawara. Torrando farinha na aldeia Casa Nova dos Jarawara.
Foto: Peter Schröder, 2000


Tanieo Tamine [Histórias de Daniel] Jarawara
Número do Programa: A64955
Nome do Idioma: Jarawara
Duração do Programa: (16:25 min.)

1. Tanieo Babironia ya. - Daniel 1:1- 19, 2:1-48 (Daniel na Babilônia) (9:07 min.)

2. Yifo hime tona hoti. - Daniel 3: 1-30 (A fornalha ardente) (7:18 min.)

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 Jovens Jarawara. Aldeia Siraba. 
Foto: Fabiana Maizza, 2005


Yona taminematamona amaka [O livro de Jonas]
Número do Programa: A65205
Nome do Idioma: Jarawara
Duração do Programa: (25:35 min.)

1. Introdução (0:54 min.)

2. Jonas 1 (6:13 min.)

3. Jonas 2 (1:53 min.)

4. Jonas invocou a Deus (2:53 min.)

5. Jonas 3 (4:04 min.)

6. Jonas (Canção) (5:07 min.)

7. Jonas 4 (4:28 min.)

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 Jovens Jarawara. Aldeia Casa Nova. 
Foto: Fabiana Maizza, 2006.


Ethnologue
Jamamadí: uma língua do Brasil
ISO 639-3 jaa
Nomes alternativos: Canamanti, Kanamanti, Madi, Yamamadí
População: 800 (Moore, 2006). 220 Banawá Yafi (Kitiya) principalmente monolíngues; 160 Jarawara étnica, também principalmente monolíngues (Crevels, 2007).
Localização: Estado do Amazonas: Jaruara; Município de Lábrea, 7 aldeias; Área do rio Banawá; outros espalhados.
Status da linguagem: 4 (Educacional).
Classificação: Arauan, Jamamadi
Dialetos: Bom Futuro, Jurua, Pauini, Mamoria (Mamori), Cuchudua (Maima), Tukurina, Jaruára (Jarawara, Yarawara), Kitiya (Banauá, Banavá, Banawá, Banawa Yafi, Jafí). Outros grupos chamados, Jamamadí, são mais parecidos com Kulina [cul] ou Dení [dny] . O dialeto Tukurina pode ser um idioma separado.
Tipologia: OSV.
Uso da linguagem: Vigoroso. Serviços religiosos, cartas. Todas as idades. Também usam português [por] .
Desenvolvimento da linguagem: Taxa de alfabetização em L1: Jamamadí 60% -100%; Jaruára 50%; Kitiya 1%. Taxa de alfabetização em L2: Jamamadí 75% -100; Jaruára 5% -15%; Kitiya 5%. Dicionário. Porções da Bíblia: 1991-2007.
Escrevendo: Escrita latina [Latn] .
Outros comentários: Os indígenas querem uma escola. Religião cristã, tradicional.

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 Jovens Jarawara. Aldeia Casa Nova. 
Menina guiando irmã em recluso para tomar banho.
Foto: Fabiana Maizza, 2004


Povos Indígenas no Brasil
Introdução
Os Jarawara pertencem aos povos indígenas pouco conhecidos da região dos rios Juruá e Purus. Eles falam uma língua da família Arawá e habitam apenas a Terra Indígena Jarawara /Jamamadí / Kanamanti, que é constantemente invadida por pescadores e madeireiros.

 Casas Jarawara na aldeia Casa Nova.
Foto: Peter Schröder, 2000


Nome e localização
O nome Jarawara pode também ser escrito Jarauara, Yarawara e ainda Jaruára, sendo a primeira forma (Jarawara) a mais utilizada. Quando perguntados como se autodenominam, eles dizem que eles mesmos se deram nome “e yokana”, que literalmente significa “pessoas de verdade” (Vogel 2006), mas que eles traduzem como “pessoal mesmo”.
Constituíam, em 2006, um grupo pequeno de aproximadamente 180 pessoas, vivendo na terra indígena Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, homologada em 1998 e situada no médio Purus, entre os municípios de Lábrea e Tapauá.  Em 2010 a população Jarawara atingiu 218 pessoas. O território em que habitam há pelo menos oitenta anos corresponde a um terço do total da terra indígena, também habitada pelos Jamamadi/Kanamanti, e abrange regiões de terra firme e de transição com a várzea (Schröder 2002: 85).
O nome da etnia Jarawara não aparece, ao contrário dos outros grupos da região, em nenhum documento histórico sobre o rio Purus. Assim, não podemos saber, por meio deste tipo de fonte, a origem desta população. Por outro lado, os próprios índios afirmam terem vindo do “Alto Purus, do Acre”, ou seja, eles desceram o rio até chegarem onde estão atualmente. Baseando-nos em relatos biográficos, podemos supor que eles moram na área, hoje homologada, há pelo menos oitenta anos, mas é difícil determinar com exatidão as datas, pois a memória histórica parece acompanhar a memória genealógica que, como em diversos povos indígenas, não ultrapassa duas gerações superiores a atual. Eles relatam que “os seus avós disseram que os avós deles disseram que” vieram do Alto rio Purus e se instalaram na região.
Mais recentemente, há aproximadamente sessenta anos, muitos Jarawara se casaram com membros de um “outro povo” chamado Wayafi, que falava a mesma língua, compartilhava grande parte da mitologia com eles e chegou na região fugindo dos Apurinã. Por isso, eles se declaram “misturados de duas gentes, Jarawara e Wayafi”. Os indivíduos que hoje estão na faixa dos cinquenta anos de idade sabem perfeitamente quem descende de quem, pois são justamente suas mães e pais que eram Wayafi ou que se casaram com os Wayafi. A diferença entre os dois grupos, apesar de marcada pelos adultos, não parece ter nenhuma consequência sociológica. Acreditamos que os Wayafi e os Jarawara fossem antigamente subgrupos de uma mesma etnia, mas não temos como comprovar.

 Dança Jarawara. Yowiri: danças e cantos das mulheres


Língua
Falam a língua jarawara, da família linguística Arawá, bastante parecida com as línguas (também da mesma família) dos Jamamadi e dos Banawa-yafi com quem se comunicam facilmente se necessário. No entanto, a entonação e a maneira de falar é nitidamente diferente, sendo o jarawara mais veloz e menos nasal que as outras duas línguas. Apenas dois ou três homens falam fluentemente o português.
A língua foi estudada em profundidade pelo linguista-missionário Alan Vogel e por Robert Dixon, que publicaram diversos artigos, teses e livros sobre o assunto. A ortografia jarawara consiste em onze consoantes (b, t, k, f, s, h, m, n, r, w, y) e apenas quatro vogais (a, e, i o) e foi elaborada em 1988 por membros do Sociedade Internacional de Linguística (SIL), levando em conta sobretudo a ortografia jamamadi, que tem praticamente o mesmo inventário fonêmico (Vogel 2006: 45).

Comunidade Jarawara. 
Aldeia Casa Nova, jogo de voley no fim de tarde.


Mito de origem
Os mitos Jarawara abordam temas bastante diversificados entre si: as localizações geográficas, as transformações de pessoas em animais, as atividades dos monstros, espíritos benfeitores e malfeitores, o casamento e a traição, o xamanismo, os inimigos e os heróis míticos, as normas sociais e morais, as guerras e a vingança, as atividades de caça, pesca e coleta

 Arte Jarawara. A menina pintada para os dias de festa.


No mundo dos brancos
O contato com os “brancos” data de mais de cem anos, e o trabalho nos seringais para os patrões regionais extinguiu-se por completo a não mais de quarenta anos. Da população atual, todos os indivíduos adultos conheceram a exploração do sistema de aviamento, no qual os brancos ofereciam as mercadorias em adiantamento, e, em seguida, os índios passavam meses nos seringais para quitar suas dívidas, sempre controladas pelos primeiros. Nesta época, os movimentos e mudanças de aldeias estavam, entre outros fatores, ligados aos lugares de extração e às ordens dos patrões. Os homens construíam casas precárias no meio da floresta, chamadas regionalmente de “centros”, e lá passavam semanas trabalhando, enquanto suas mulheres e filhos esperavam nas aldeias, relativamente próximas às residências dos patrões.
Desse tempo ficaram os rancores e a desconfiança dos Jarawara com relação aos brancos. Hoje eles afirmam que os jovens devem aprender português e matemática para nunca mais ser explorados. De fato, praticamente todos os jovens e crianças, apesar de nem sempre falarem português, são alfabetizados na língua jarawara pelos professores indígenas e sabem pelo menos somar e subtrair. Isto não impede que ainda sejam iludidos por alguns comerciantes, mas, na maioria das vezes, são respeitados, sobretudo no que diz respeito às despesas mais importantes, como a compra de motores de barco, de bicicletas, etc., sempre efetuadas pelo intermédio dos poucos homens que falam com fluência o português.
As compras acontecem na cidade de Lábrea, que eles visitam no início de todo mês, quando os professores e agentes de indígenas de saúde (AIS) vão receber seus salários e quando é depositada a aposentadoria dos mais velhos pelo INSS. Nas idas à Lábrea, praticamente a comunidade inteira se desloca para cidade, ficando na Terra Indígena apenas algumas pessoas idosas e as mulheres solteiras com filhos pequenos. Trata-se de um momento importante para ver os parentes que moram em outras localidades e também para “passear” e não trabalhar. Mas eles permanecem em Lábrea apenas enquanto tem dinheiro, o que raramente ultrapassa três dias. Nestas breves passagens pela cidade, eles se abastecem dos produtos industrializados indispensáveis, como sabonete, pilha, detergente, fósforo, café, sal e açúcar, e ficam a maior parte do tempo entre si, conversando apenas com os poucos comerciantes que conhecem ou com os funcionários da Funasa, Funai, Opimp (Organização dos Povos Indígenas do Médio Purus) e Opan (Operação Amazônia Nativa). No entanto, diversos homens apreciam bastante a cachaça e as bebedeiras não são raras. Uma vez bêbados, eles se tornam alvo de pequenos roubos, tanto pelos delinquentes locais como pelos comerciantes dos bares. Alguns homens frequentam os prostíbulos localizados na beira do rio. Estes “desvios de conduta” não passam despercebidos pelo resto da comunidade Jarawara, sobretudo quando resultam em violência conjugal. Os comentários e fofocas a respeito de todos aqueles que bebem ou não voltam cedo para casa com suas esposas se espalham rapidamente, e os “culpados” são prontamente reprimidos por todos.
Os Jarawara possuem mais de quatro casas na cidade que pertencem àqueles que as compraram (ou ganharam, como é o caso do cacique da aldeia Casa Nova), mas que abrigam todos os membros da aldeia em que seu dono mora quando estes chegam para suas visitas mensais. Estas residências permanecem fechadas quando eles estão na Terra Indígena, e são frequentemente arrombadas e assaltadas. Quando se trata de objetos importantes, os Jarawara encontram os ladrões com a ajuda dos vizinhos e vão pessoalmente ameaçá-los com frases do tipo “eu sou índio bravo mesmo, como o meu pai, se você roubar aqui de novo, eu vou te matar”, que surtem um efeito momentâneo, pois os habitantes da cidade mantêm, sobre os Jarawara, uma imagem de índios violentos e sanguinários, devido a acontecimentos ocorridos na região no início e na metade do século XX, e que se tornaram lendas locais.
Da mesma forma, a Terra Indígena onde vivem é constantemente invadida por pescadores e madeireiros. É bastante comum os homens, ao voltarem da caça ou da pesca, dizerem que viram estranhos. Isto é motivo de grande revolta para os Jarawara, que fazem reuniões regulares nas quais visam discutir o que deve ser feito para acabar definitivamente com a entrada de não-índios em suas terras. Todas as reclamações e interações entre eles e as instituições governamentais e as organizações não-governamentais são dirigidas por três indivíduos: o cacique da aldeia, o professor indígena e o agente indígena de saúde (AIS), que são os representantes dos Jarawara no mundo dos brancos.


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